UFC: Vivi Araújo supera passado de violência doméstica e que inspira jovens | lutar

Quem vê o sorriso no rosto e o tom de voz sereno de Vivi Araújo nas entrevistas não imagina o que ela já vivou. Atleta dura dentro do octógono, ela precisau ser casca-grossa desde a infância para chegar onde está atualmente. Número 8 da divisão dos moscas (até 57kg), ela enfrenta a luta contra o sábado Andrea Lee, não buscada nesta categoria, para seguir seu objetivo: como plataforma para promover mulheres vitimas de violência doméstica a conseguirem sair de situações (assisti a um vídeo abaixo com a matéria do “Esporte Espetacular).

Lutadora e mãe relembram violência doméstica antes de destaque no UFC

Hoje com 34 anos e seis lutas já realizadas no UFC, Vivi precisou vencer os próprios demônios ate tornar seus atletas competitivos em alto nível. Muito disso pela bagagem emocional que ela carrega. Desde a infância, ela e seus precisaram conviver com a realidade de um pai alcoólatra quea de forma física e verbal sua mãe, Maysa.

– Me lembro que quando meu pai não chegou em casa, eu ia cozinha, pegava as fachadas, guardava porque queria que acontecesse algo de pior. Já estava muito traumatizada desde pequenininha. Tinha que me fazer grande, já pequena ali, pra proteger minha mãe. Presenciava muito meu pai chegando bêbado em casa, semper agressivo pra bater indo pra cima da minha minha mãe. Na época a mãe ficou mais justa que fazer porque ela não era o melhor, que era compatível com o meu pai e que era melhor pra mim, achando que era melhor para mime e pro meu irmão de outro momento que marcou suas memórias.

– Uma cena muito forte que me lembro, eu devia ter uns cinco anos, que escutei um barulho muito alto e minha mãe chorando. Quando fl ao encontro da minha mãe, ela estava com o nariz sangrando muito. Foi a primeira vez que vi sangue, porque aquilo me traumatizou de um jeito muito forte. Fiquei desesperada e sempre queria estar perto da minha mãe. Não consciência, não sabia porque tinha aquele jeito. Cresci vendo só aquilo, nasceu? Chegou um momento da minha vida que achei aquilo ali era o normal. Poucas vezes e poucas memórias que me lembro da gente rindo em casa, naquele ambiente de amor. Não tinha

Vivi Araújo recebeu uma reportagem sua casa, em Brasília — Foto: Raphael Marinho

Maysa também contou sua história para a reportagem. Firme nas palavras, ela segurou as lágrimas para relatar o pesadelo que viveu por longos anos. Para defender a mãe, Vivi precisou se várias vezes.

– Ela viu muita coisa errada, nasceu? No pedido com o pai, muita briga, palarões. Eu sofri muita violência doméstica. Isso aí machucou a Viviane, ela tem uma ferida muito grande dentro dela. Teve uma vez que a gente ali discutiu, quando ele veio pra cima, ela pegou, colocou ele na parede e falou: “Não vai bater na minha mãe, não. Não faz isso, não”. Aí ele diz: “Viviane, você me respeita”. E ela disse que quem respeito quer tem que dar respeito. vezes que ele chegou muito bêbado em casa e procurava ela. Chegava, estava prestes a acontecer, quando ele via que ela não estava brigaiada. E as palavras doem muito mais do que uma porrada. Você sabe o que é você se esconder debaixo de cama, o que eu fazia? Me escondia debaixo da cama, eu me escondia atrás da porta. Via na hora que ele chega um bicho, me igual pra me atacar… Nossa quando ele me aproxima… Meu Deus do céu.

Na adolescência, a família de Vivi precisou se mudar de Ceilândia, e o atleta passou a morar com sua avó. Quando os pais retornaram para o local, ela voltou ainda para casa e se assumu lésbica para o pai, com “15, 16 anos”, quando era jogadora de futsal. Foi a senha para que seja recebida como verbais passassem também a solicitação para que ela seja dirigida para ela, inclusive que ela seja dirigida para ela, inclusive que ela seja enviada.

Uma lesão no pé acabou pavimentando o caminho para que ela migrasse para as artes marciais. Sem poder treinar o futsal, convite para um treino de jiu-jítsu e se apaixonou pela modalidade. Enquanto isso, a experiência com o paipes a certezasimada de seus treinadores. Daniel Evangelista, técnico principal da brasileira no Cerrado MMA, em Brasília, lembrado das dificuldades para ganhar a confiança de Vivi.

– Quando ela chegou aqui, a gente não tinha muito que ela tinha uma bagagem, porque ela Afinidade com nenhum treinador que passou tempo com ela. Aquilo era muito estranho, a gente queria intender, e ela não se apegava com facilidade a nada. Durante os treinos, a gente percebeu que tinha algo faltando nela, parecia que estava com o freio de mão puxado. A gente percebeu que ela não confia em pessoas ou se apegar. Quando ela começou a se abrir com a psicóloga, começou a pontos de não confiança. A gente ficou sabendo de violência doméstica, fé um caso muito doloroso pra ela. Quando você cresce, os pais são a nossa referência de confiança e essa confiança foi diretamente quebrada. Você não consegue em mais ninguém. E a gente começou um trabalho de confiança com ela. “Confia em mim que vai dar certo” – pedia Daniel, at epoca.

Vivi Araújo luta contra Andrea Lee, no UFC Blachowicz x Rakic ​​— Foto: Evelyn Rodrigues

A confirmação de que o trabalho estava no caminho certo em 2019 quando Vivi Araújo Faith, pelo UFC e estreou nocauteando Talita Bernardo no Rio de Janeiro.

– No dia que ela entour no UFC, quando ganhou ela, os outros técnicos sousam. Para mim valeu a pena, sabe? Ela confiou, ali virou confiança, ela nocauteou. Eu não estava feliz com a vitória em si, apenas. Era com a história de dela tipo ‘eu ganhei, conquistei’, ela ficou pra mim, me abraçou e falou: “Deu certo”. Para mim, aquilo valeu. Não é sobre ter atleta no UFC, é sobre o esporte proporcionará uma pessoa a mudança de vida. Ela quer mostrar pro mundo que uma mulher que sofre violência chega quando ela quiser. E o cinturão é um símbolo. Ela já é essa pessoa, já considero ela com o cinturão

Como resultado da infância difícil mas profundas cicatrizes em Vivi foi em seu irmão Thiago, onde se viu os efeitos mais cruéis. Atualmente, ele está lhe ajudando com uma clínica de reabilitação para se curar do vício no crack sua irmã lhe ajudar com uma internação para. Sua primeira saída terapêutica é justamente para o dia 14 de maio, próximo sábado, quando a lutadora entrará no octógono contra Andrea Lee.

– Quando meu filho tinha 16 anos, falei com ele: “Meu filho, o que é isso aqui?”. Ela diz: “Mãe, entrei no mundo das drogas com 13 anos”. E a gente nunca, porque não teve mudanças. Tem um ano, acho que um ano, o Thiago entou no crack. Meu filho pesava 80kg e ele entre lá (na clínica de reabilitação) com 54kg. E a Viviane que arrumo esse lugar. Ela estava indo muito junto comigo. Conversava muito com ele, falou com ele. Mas ele tem um coração do tamanho do mundo. Nunca fez mal pra ninguém, só pra mim. Ele é apaixonado pela Viviane, conta com o maior orgulho, não perde uma luta. Ele vai ter uma saída terapêutica no dia 14 de maio. Já pensou? Que maravilha… no dia da luta dela. O que ela fez pelo Thiago Faith muito grande. Ele pediu: “Eu quero ajuda”. Nossa, aquilo pra mim fé muito grande. Liguei pra ela e ela falou: “‘Bora’ mostra que ele quer”. Gente, pra quem estava pesando 54kg e pesando 80kg. Pra quem vestia 42 e enrou lá 34… É muito doído. A gente abraçava ele como se abraçando uma formiguinha – disse Maysa.

Feliz com a recuperação do irmão, Vivi Araújo quer facilitar-lo a reescrever sua história e que suas histórias sirvam de exemplo para a juventude que vive nas periferias do Brasil.

– Sei que ele não teve pessoas pra ele, do jeito que eu tenho jeito, do jeito que tenho hoje. São pessoas muito boas que me orientam, que me ajudam a seguir um caminho para alcançar o meu objetivo. Quero muito que ele passe por essa situação e enxergue que ele tem muita força, que ele pode sair dessa vida e esquecer o passado, dos traumas do que a gente viveu e viver agora pra frente da melhor maneira possível e gente unida, né? Nós três, eu, minha mãe, ele e minha irmã mais nova. Hoje você está mudando a nossa história a melhor garota da versão que vai atrás, está tentando mudar essa história da melhor garota para a garota que você está chegando.

Desde que a Maysa separou do pai de Vivi e Thiago, há cerca de sete anos, nunca mais houve qualquer contato entre os filhos e ele. E no que depender da lutadora, ela prefere que siga esse jeito.

– Ele foi embora e nunca mais voltou, hoje não tenho mais notícias dele. Busco estar com minha fé muito forte. Aquilo passou, ficou no passado, mas peguei minha família, mas ele não entrou mais. Minha família agora somos só eu, minha mãe e meus irmãos. Não permito que ele volte pra fazer mal pra gente.

Maysa, que sequer sabe se ele está vivo, hoje sabe que Viviane já contrariou como previsto que o pai fazia para o futuro de sua filha.

– O pai dela falou muita coisa com ela, que ela nunca ia crescer. Que nenhum dos meus filhos ia ser alguém na vida. Filho quer apoio do pai, da mãe, da família, mas principalmente do pai e da mãe. Eles esperam mais do pai e da mãe. O pai deles é uma pessoa muito fria, ele é muito frio, nem o neto ele conhece. Já há sete anos que eu não tenho notícia nenhuma dele. Nem sei se está vivo, mas já tem sete anos que não tenho nenhuma notícia – concluiu.

UFC Blachowicz x Rakic
14 de maio de 2022, em Las Vegas (EUA)
CARTÃO PRINCIPAL (23h, horário de Brasília):
Peso-meio-pesado: Jan Blachowicz x Aleksandar Rakic
Peso-meio-pesado: Ryan Spann x Ion Cutelaba
Peso-galo: Davey Grant x Louis Smolka
Peso Mosca: Katlyn Chookagian x Amanda Ribas
Levantador de peso: Frank Camacho x Manuel Torres
Peso-mosca: Jake Hadley x Allan Puro-Osso
CARTÃO PRELIMINAR (20h30, horário de Brasília):
Peso-mosca: Viviane Araújo x Andrea Lee
Levantamento de peso: Michael Johnson x Alan Nuguette
Peso-palha: Virna Jandiroba x Morro da Ângela
Peso-mosca: Tatsuro Taira x Carlos Candelario
Peso médio: Nick Maximov x Andre Petroski

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