Time de handebol formado por gays e lésbicas embala sonhos e organiza Copa – 12/11/2021 – Esporte

Como ponta ou central, Bruno Costa foi titular da equipe de juniores do handebol em São José dos Campos (110 km de São Paulo). Com o sonho de chegar à seleção brasileira, o atleta viu a passagem para a categoria júnior, ao completar 18 anos, como mera formalidade.

Não houve problemas com seus colegas de tempo. Mas com ele, sim.

Fora, levo a vida sem me preocupar com outras opiniões. Quando cheguei aos juniores, aconteceu uma com a comissão técnica. pessoas. Compreendi ser um modo de me deixar de canto”, afirma ele, hoje com 28 anos.

Bruno é homossexual e nunca quis esconder sua orientação. Para continuar no esporte, fé para Jacareí (80 km de São Paulo). Sofreu no ombro e no desejo e desistiu. Mas a vandade de jogar handebol nunca passou. Reencontrou- com o esporte graças ao Fadas, a primeira equipe paulistana mantida para a comunidade LGBTQIA+.

Uma vez por semana, eles treinam em quadra alugada na Vila Mariana, zona sul da capital paulista. Praticam para os convites amistosos que aparecem e os torneios para jogar em outros estados. O objetivo é a Queer Cup, competição a ser organizada por eles em São Paulo no próximo ano. Deveria ter sido em 2020 ou em 2021, mas um Pandemia do covid-19 não.

“A gente quer a gente quer a existência de uma pessoa fanática por mão, querendo jogar.

O coletivo faz um movimento: o de esportes e equipes em expansão para pessoas gays.

“São duas letras, o G [de gays] o L [de lésbicas]. Faltam como outras. Temos três torneios de futebol, de vôlei e de handebol”, completa. Ele mesmo era jogador do PampaCats, time do Rio Grande do Sul com as atletas nestas modalidades.

Dervanosk Faith um dos organizadores da primeira Queer Cup, em 2018, competição de handebol feita para o público LGBTQIA+. No mesmo ano mudou-se para São Paulo e criou equipe de handebol. Montou um banner e o pelo Instagram. Achou que poucos se apresentariam. Nas palavras dele mesmo, “choveram mensagens”.

O Fadas é composto por 28 jogadores que pagam mensalidade para manter o tempo em funcionamento. Isso significa pagar quadra, uniforme, bolas e ajuda de custo para a comissão técnica. Há grupo de espera com 40 pessoas. Quando algum “titular” avisa não poder ir, as reservas são avisados.

“Há uma ideia de inclusão. São muito importantes de pessoas que em outros espaços foram pensadas de lado por ter uma orientação. Aqui a gente se reconhece. atua no handebol desde os 10 anos, ele era atleta dos Legendários, coletivo LGBTQIA+ no Rio de Janeiro. Ao se mudar para São Paulo em 2019, descobriu o Fadas.

Eles se divertem de verdade nossos treinos. As uma das risadas são intercaladas gritos de incentivo e a alegria quando um gol acontece (as únicas mulheres do elenco) faz uma defesa difícil.

“Graças a Deus que [equipes LGBTQIA+] estão em expansão, porque é algo que ficou escondido por muito tempo. Antes era opressor. Ninguém falou abertamente sobre isso. Aqui é um lugar em que a gente pode ser quem é, sem medo de represálias ou sofrer preconceito. É acolhedor estar em um esporte que a gente ama tanto”, comemora a engenheira de dados Luciana Bertolotto, 31, uma das goleiros.

A explicação para atuar nessa posição no handebol é a mesma dada muitas vezes no futebol. “É o lugar que ninguém quer. Goleiro ou goleira sempre joga”, completou.

O ninguém querê-los é algo que os jogadores do Fadas já viveram ou presenciaram. Às vezes não abertamente. Pode acontecer nas partidas, na marcação individual. Há quem já ouviu no pé de ouvido que frases em público, na frente de outras pessoas, o agressor não teria coragem de dizer.

“Já escutei, sim. Não me afeta. Acho que isso diz mais sobre a outra pessoa do que sobre mim mesmo”, diz Giannini.

O Fadas costuma ser amistosos não só dentro da comunidade mas também contra rivais inspirados pela expressão “time de heteros”. Nunca houve qualquer problema nessas confrontações. Mas Dervanosk se diverte ao notar que, quando seu time está em um frente no lugar, onde seu adversário se comportou em sua quadra ao entrar nos boxes em uma final da Copa do Mundo.

O nível técnico é outro aspecto que os curtidores gostaram. Eles se divertem, formam novos círculos de amizades, mas o Fadas existentes também para competir e ganhar.

Os jogadores devem fazer parte criado pela Confederação Brasileira de Handebol para incentivar a inclusão de minorias. Estimativa é qu’existam dez times+ no país comunidade LGBTQIA. Menos do que as 60 de futebol, mas, como os responsáveis ​​não se cansam de dizer, é um processo em expansão.

Quem está coletivo na organização de campeonatos, já ouviu várias vezes um documento de empresas assim, exclusivas para gays e lésbicas, agrupando em vez de preconceito. Ele ate pode conciliar com o princípio, mas não com a realidade.

A gente quer essa bolha e ter hetero jogando aqui, mas nós precisamos desse ambiente. Tem gente que tem isso como problema. , nosso lugar de fala”, afirma.

“Eu sempre joguei futebol, minha vida inteira. Fui criado em um ambiente hostil. Esse movimento foi criado para nós muito sermos o que somos. Sem medo de gritar, de ter uma voz mais feminina, de ser chamado de ‘viadinho’ ou termos que sempre foram usados ​​contra os gays para nos menosprezar.”

Incorporar heterossexuais no time et ter jogadores do Fadas é um processo, eles funcionam em outras equipes. E é o objetivo final de Bruno Costa. Porque o tempo pode ter passado, e ele não é mais o juvenil de São José dos Campos. Mas o sonho não morreu.

“O que eu ainda quero é chegar à seleção brasileira de handebol.”

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