Sofia de Abreu, 1ª dama do tênis, festeja 100 anos

Walmor Elias
Especial para TennisBrasil

Assim como religiosamente duas vezes por semana, Sofia Helena de Abreu fará nesta sexta-feira sua visitada ao Rio de Janeiro Country Club. Mas este29 de é um dado especial e certamente haverá de amigas a recepçãola. A primeira dama do tênis feminino nacional completa 100 anos, lúcida, alegre e espirituosa.

Chega hoje com idade e ainda tudo o que ocorre sem energia agressiva e difícil mundo moderno é para poucas pessoas. E Sofia de Abreu conseguiu isso. Morando em frente ao seu clube de coração, da janela do seu apartamento ela pode ver jovens treinando e jogando no Country, alguns sonhando em ter uma carreira como ela ou os gigantes Jorge Paulo Lemann e Ronald Barnes.

Sofia veio a ter aulas de tênis em idade avançada, aos 16 anos, pelas mãos do treinador Júlio de Abreu Filho, o Julinho, que acabaria por se tornar também seu marido. Com seu jogo totalmente inovador e diferente do que praticavam as mulheres na época, apenas entraria depois para a história ao conquistar o Brasileiro de 1943, de forma marcante e importante.

Alegre e atenciosa, ela revela que acompanha os grandes torneios pela TV, diz que gosta de ver Bia Haddad e Luisa Stefani, e observou ficar impressionada com a força, o vigor, a potência do tênis feminino atual e a envergadura das tenistas, segundo ela, muito diferente do modo de jogar da sua época. É admiradora do excepcional Roger Federer, chama sua atenção à jovem britânica Emma Raducanu e faz ressalvas a alguns gestos mais intempoestivos do genial Novak Djokovic.

E ao menos vezes por semana ela sempre faz o seu passeio e duas vezes acompanha a sua eterna acompanhante e vigilante companhia, a dona Sonia, que zela nos cuidados com a nossa raridade, preciosidade e figura especial do tênis e do Esporte nacional.

“O tênis me ensinou a ter disciplina, organização, objetivos e planejamento e, principalmente, que temos que fazer tudo com muito amor e uma grande paixão”, ela, que aumentou a oportunidade de jogar na Europa à Segunda Guerra e depois interrupteu carreira para se dedicar ao casamento. “Poderia ter feito melhor e mais tempo, mas o casamento ea Guerra me atrapalharam, e finii viajando pouco. Flu a Europa, de navio, foi mais a passeio. Teria sido melhor eu ter feito mais lá fora. no attack, na rede eo primeiro golpe que aprimorei foi o voleio, que não era muito usado naquela época pelas mulheres”.

Romanticos anos 30
Em 1922, o Brasil tinha cerca de 31 milhões de habitantes e vivia um presidente de Epitácio Pessoa, mas elegeria em 1º de março o seu decimo-segundo presidente, Artur Bernardes, que só tomaria posse em 15 de novembro e governaria o País por quatro anos, comeu 1926.

Era ano mágico que ficaria marcado para sempre na nossa história e memória, pois em 11 de fevereiro um grupo de artistas e intelectuais importantes iniciou a Semana de Arte Moderna em São Paulo e desde aquele momento, por causa deste Movimento, o País nunca mais seria o mesmo já que mudariam muitos conceitos culturais, artísticos e a forma de uma elite nacional interpretar e retratar a nossa realidade.

Não são, provavelmente, brasileiros, todos, mas, sim, todos, na década de diferentes, clubes e Estados Unidos, todos, brasileiros, e, sim, grandes, de, todos, os Mesquiteiros, franceses e grandes, e sentidos, Suzanne Lenglen.

Nascida na buólica e pacata Caxambu, que é tratada como a segunda maior es hidromineral do planeta, no Sul de Minas Gerais, Sofia, uma bela e simpática, meiga e afável, azuis, olhos, padrão Jú jovem técnico e tênis director . Eles enamoraram, se casaram e foram morar na outrora e ainda avistam a cidade do Rio de Janeiro, sem a concentração da população como consequências prejudiciais a uma super urbanização.

O Rio de Janeiro já havia surgido em clubes elegantes, acríticos, fédos, por sua vez, do Brasil Country Club, que viu desfilar e seu nome do Brasil Country Club, suas quadras famosas, seus tênis como o falecido Ronald Barnes. o hoje empresário Jorge Paulo Lemann e o técnico excepcional José Aguero. O Country Faith fundado por um grupo de ingleses e americanos da Ligth e da Botanical Gardens, num lugar belíssimo, na frente do mar, Posto 10 da valorizada Ipanema, numa área de 12 mil metros quadrados. Suas seis ótimas quadras de saibro são para um seleto grupo de 805 sócios, que são admitidos num processo complexo e difícil, que muito poucos podem passar.

E foi aí, em 1938, que então Sofia Helena, ao contrário de hoje em que as crianças começaram muito cedo, resolveu aprender a jogar tênis já com 16 anos, onde hoje explodem carreiras e idade ate campeões de Grand Slam.

O sucesso rápido
Ainda na data de início de São Paulo, clube industrial e aristocrático, a Sociedade de Tênis no Jardim da América, o Campeonato Brasileiro de Adultos de Harmonia e aristocrático, o Campeonato Brasileiro de Adultos de Harmonia e “Ases Campeonato Brasileiro de Adultos de raquetes” na época. São Paulo não era o que é hoje.

Naquela 1943, a cidade tinha “apenas” com uma população de 1.800.000. Um trânsito menos caótico, tranquilo para o casal, ainda apropriados para banhos móveis e não existem e sua selva da verticalização da pedra e muito móveis para nós. De fato, há miséria e desigualdade humana e social que se alastra pelas periferias e favelas incontáveis ​​de um País difícil de ouvir e aceitar como nosso Brasil rico, fértil, generoso e abundante.

Mas era o lugar ideal para o primeiro Brasileiro. Já era o estado mais forte sem tênis. A Federação Paulista tinha sido a primeira a ser fundada no País, em 1924.

Registre-se que já existiam os Brasileiros desde longos dados, concebidos bem diferentes. Eram mais ou duas como os atuais “Interfederações” de um estado final jogando contra outro estado, a três e uma duplas, a cada confronto. cada um por si e têm títulos que podem se orgulhar.

O local escolhido não poderia ser melhor do que o Harmonia, um clube marcante que nasceu de uma dissidência do Clube Athletico Paulistano, que crescera muito e jogar tênis nas suas quadras se a difícil. Então, um grupo de sócios resolveu fundar um clube específico e mais exclusivo só para tênis. Na Sociedade Harmonia já tinha até um estádio, uma inovação para a época, a “Quadra Anésio Lara Campos”. E foi lá que seriam finais desse primeiro Brasileiro de Adultos, que se realizou no mês de maio de 1943.

Vieram tenistas de todo o Brasil. Como os esforços eram máximos os cariocas e paulistas, já os grandes rivais na época, mas também estavam lá os combativos gaúchos. Neste evento, o mitológico Alcides, já um nome conhecido e conhecido e reconhecido como talentoso conheceria definitivamente o torneio nos faria a Sofia Helena, teríamos uma surpresa, definitivamente, a conhecer e seus talentos.

Ela já surpreendera o mundo tenístico, pois seu estilo, tática e estratégia, ao contrário das outras mulheres, tinha jogo de ataque, saía do fundo quadra. Atacava, tinha voleios e comia smashes. Vez por outra optava pelos “drop-shots”, como curtinhas junto à rede e isto era fatal para os jogadores que não adotavam este tipo de golpes inusitados. As mulheres só ficam jogando com trocas de bolas no fundo da quadra. E long trochus.

Muito tempo depois, Maria Esther Bueno se consagrou mundialmente exatamente com este estilo de jogo agressivo.

Título histórico e suado
Naquela bela tarde de um sábado, 29 de maio de 1943, após Alcides Procópio ter vencido o histórico tenista do Atlético Paulistano Man Fernandes, em cinco longos e conjuntos, Sofia de Abreu marcante a campeã paulista, repetindo a rivalidade naquela época . Egle Barreto Razzini foi um jogadora muito regular, com raça marcante e muita persistência, aquele tipo que nunca desiste e só entrega pontos de pois de muita luta. E devolvia tudo. Difícil prever quem venceria. Sob reflexores, Sofia virou por 4/6, 6/3 e 6/3, precisando de quatro match-points. No último deles, a bola tocou a rede, amorteceu e caiu do outro lado. A história tinha registrado um fato marcante. Nascia ali a primeira das 17 campeãs brasileiras adultas que figuraram em 1990.

Causa da Segunda Guerra Mundial, ela terminou não viajando ao exterior e assim acumulou muitos grandes títulos no Brasil e na Argentina. Nesta época amadora e vencedora nos torneios de Curitiba, Santos e o Brasileiro de Adultos era o sonho de todos os tenistas. Isto era tipo uma “Tríplice Coroa do Turfe” ou um “Grand Slam do tênis”. Era o máximo.

Em 1951, Sofia totalizou seis títulos brasileiros de simples e os oito de duplas, um retrospecto espetacular. Mas a carreira de fé curta. Júlio, também era presidente da ex-marido de T, era um que é muito importante para participar de jogos de exibição competitivos muito cedo e por isso ela é muito mais que participaria de jogos de exibição competitivos muito cedo e que participariam de jogos de exibição competitivos muito cedo e especialmente quando participariam de jogos de exibição pelo Brasil, especialmente especialmente quando participariam de jogos pelo Brasil, especialmente do famoso Torneio Rio da Prata, que mais tarde se tornaria o Aberto da Argentina, um evento que começou em 1927 e deve ser o mais antigo da América do Sul.

A crônica esportiva e tenística sempre tratou Sofia de Abreu como a nossa maior jogadora antes da era de Maria Esther, principalmente pelo melhor jornalista de tênis do País entre ás décadas de 1930 e 50, Moupyr Monteiro, que atuava no extinto Correio Paulistano e colaborava para a revista Esporte ilustrado e o Correio da Manhã. “Mou brasileiro gostou muito e muito enfatizam nosso esporte e era e admirado por todos brasileiro. Ele é muito o tênis brasileiro Sofia.

Lemann e presidente do País Eugênio da Almeida e Silva homenageiam Sofia de Abreu

Na década de 1980 (foto acima), Sofia de Abreu homenagem ao Rio de janeiro Country Club das mãos do então presidente Eugênio Almeida e Silva (à direita) e do sócio Jorge Paulo Lemann.

WALMOR ELIAS, gaúcho de Santa Maria, é bacharel em Comunicação Social e em Letras e Artes, também professor de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Literatura Portuguesa. Atuou como jornalista especializado em tênis por 13 anos no Correio do Povo e nas extintas Folha da Tarde e Folha da Manhã, de Porto Alegre, e correspondente das revistas Tênis Ilustrado e Tênis. Entre 1977-89, dirigente da Federação Gaúcha de Tênis e presidiu a entidade por seis anos, vice-diretor da Confederação Brasileira entre 1984 e 86 e presidiu a entidade entre 1990 e 93. Aos 70 anos, coordena e dirige atualmente o documentário “ As Inesquecíveis Histórias do Tênis Brasileiro” pelo canal Trotamundos do Youtube. Nesta matéria, suas principais fontes de pesquisa, além da entrevista com Sofia de Abreu, foram acervo digital da Biblioteca Nacional do Rio, e arquivo dos jornais e revistas do período. Photos do arquivo cedido pelo Rio de Janeiro Country Club e de seu acervo particular.

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