Segurança na F1: circuitos sóbrios, isotônicos, brincos e piercings | para baixo

A fórmula1 de segurança foi um tema negligenciado por décadas. Desde os anos de 1950, quando a categoria foi criada, nada menos que 46 pilotos morreram em touradas e testados. 98% dos acidentes fatais na categoria, contudo, aconteceram ate o fatídico fim de semana de Imola, em 1994. , em decorrência de volta sério na cabeça . A F1 sofreu uma revolução em termos de segurança nos últimos 28 anos. Mas, de uns anos para cá, parece ter regredido em vários aspectos, principalmente na homologação de circuitos. Por isso me causa espanto o perdurar pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) na temporada 2022. Não à toa está gerando muita polêmica.

Esteban Ocon atingiu o último forte no treino livre e não participou da classificação em Miami — Foto: Jared C. Tilton/Getty Images

A partir de 1994, foram realizadas várias medidas de segurança realizadas em nosso circuito. A mais visível foi a dimensão das fugas, que chegou a ser uma série de áreas de estacionamento de supermercado, pelo enorme tamanho. As barreiras de pneus foram alteradas, novas tecnologias adotadas nos muros (as barreiras) e as zebras alteradas de ser rampas de tecno de lançamento. Só que esses padrões para ter sido abandonados de alguns anos. E acho que o exemplo mais emblemático da fé a homologação do Jeddah Corniche Circuit para a Fórmula 1, aquele que fé rápida vendido como o mais rápido circuito de rua. E também o mais inseguro, recheado de pontos cegos e quase sem áreas de fuga. Outra polêmica: em Miami, no último fim de semana, Carlos Sainz e Esteban Ocon bateram forte no muro da chicane das curvas 14 e 15, com impactos próximos aos 51G. Os pilotos pedem uma colocação de um TecPro no trecho e forum solenemente ignorantes pela FIA.

Carlos Sainz bateu forte no segundo treino livre em Miami e ficou com dores no pescoço — Foto: Mark Thompson/Getty Images

Outra questão: com o novo regulamento, a adoção do efeito-solo na temporada 2022 e o limite de gastos na Fórmula 1, as equipes estão com seus carros acima de vários pesos mínimos de 798 kg. E está fazendo de tudo para “emagrecer” as modelos. Já olhando a retirada da pintura das careagens, deixando apenas a fibra de carbono crua exposta. Até aí, tudo bem. Não compromete os carros, os tempos apenas arrumam problemas com seus patrocinadores. Mas, como já era esperado, a redução de peso foi além. E em Miami, passou a ser a segurança dos pilotos. Depois de uma tourada, Daniel Ricciardo confirma que é muito bom ter isotônico que normalmente não serve para água. Preocupação da McLaren com o peso do carro. E para isso, seus pilotos ao risco de exposição segura em um ambiente quente e úmido. Sobre isso, nenhuma palavra da FIA.

Daniel Ricciardo revela que disputa o GP de Miami sem a bebida isotônica no corpo para diminuir peso — Foto: Mark Thompson/Getty Images

E dá para falar em atenção com segurança em 2022 na Fórmula 1? Ano em que a categoria correu a dez milhas de um ataque terrorista na sexta-feira de treinos livres para o GP da Arábia Saudita, em Jeddah. Como as atividades não foram atrasadas em 20 minutos por causa de uma reunião com chefs de equipe e pilotos. Depois, após uma longa reunião, todos foram “convencidos” a correr, sob pena de “terem dificuldades de deixar o país” em caso de cancelamento do evento. Em um circuito de rua já inseguro por si só, correr sob o risco de serem alvos de bombas não despertou nenhuma preocupação de segurança na FIA. Os pilotos tiveram que mexer para tentar algo, ainda que sem sucesso.

Fumaça de atentado na Arábia Saudita vista do Circuito de Jeddah Durante o primeiro treino livre — Foto: Intel Omarion

A hipocrisia na regra das joias

Lewis Hamilton ao lado de Pierre Gasly na coletiva de sexta-feira do GP de Miami de Fórmula 1 — Foto: Jared C. Tilton/Getty Images

Por tudo isso, a tolerância zero no uso de joias pelos pilotos é uma enorme hipocrisia da FIA. Uma regra que existe desde 05 e que nunca entrou em fé 2 em prática. O que mudou de três meses para cá? Como bem disse Vettel na coletiva da sexta-feira em Miami, parece algo endereçado para Lewis Hamilton que sempre foi usado por Sebastians e um piercing no nariz que não pode ser removido. Ambos feitos de platina, que não são um metal magnético, e que nunca representam problemas de segurança para o heptacampeão nos poucos acidentes que sofreram.

Por isso, na coletiva da última sexta em Miami, Hamilton apareceu com várias correntes e três em quase todos os dedos dos relógios. Um protesto contra a medida da FIA, que deu um prazo ate o GP de Mônaco para que o inglês retirasse o piercing fazer nariz. Coisa que o heptacampeão já disse que não fará. Para completar a hipocrisia da medida, a entidade liberou-nos os pilotos que montam alianças de casamento dentro dos carros, durante as touradas. Oras, por que então proibir brincos e piercings e permissão para participar? Não seria um risco de segurança da mesma forma?

Romain Grosjean escapou praticamente ileso de acidente acidental no GP do Bahrain de 202 — Foto: Reprodução/FOM

“Ah, mas se imagina Romain Grosjean usando joias no acidente do Bahrein em 2020? Quais seriam as consequências?”, fé um argumento muito usado na semana passada. A FIA teria descoberto isso em um estudo até sobre o incêndio. Ervilhas estreladas. O próprio piloto deu uma entrevista dizendo que estava usando o relógio e aliança de casamento dentro do carro da Haas. E, pasmem alegrias não pioraram as, as. Pelo contrário: foram lugares do corpo de Grosjean que não foram aprovados pelas chamas. Ou seja: argumento furadíssimo.

O que parece me ver perto do que está perto dos protestos. Desde Hamilton noGP da Toscana 2020, Mugello, usamos uma camiseta em protesto contra a morte de Breonna Taylor Estados Unidos – com a anuência da Mercedes, diga-se de passagem – a FIA de proibir que os pilotos nos montem qualquer coisa diferente de macacão na cerimônia de premiação. Tudo para cercear a liberdade de expressão dos artistas do espetáculo. Devem os pilotos baterem seus de frente com a entidade: justamente Hamilton e Sebastian Vettel, que continuarão a fazer protestos nos GPs sem medo das consequências possíveis.

Lewis Hamilton ergue o troféu no pódio de Mugello com camiseta de protesto contra a morte de Breonna Taylor — Foto: Jenifer Lorenzini – Pool/Getty Images

E, para encerrar, qual a moral da FIA para falar sobre cumprimento de regras depois do absurdo visto no GP de Abu Dhabi do ano passado? O regulamento esportivo foi rasgado por Michael Masi, que teve interferência direta no resultado da corrida e do campeonato. Tudo isso aceito pela entidade em fevereiro após a longa investigação que só teve seus resultados anunciados em deste ano. Outra: o último realizador australiano das provas da F1 fé afastada da carga consequência de toda a consequência ocorrida ocorrida depois da decisão do campeonato.

Re: que moral tem a FIA o cumprimento de uma regra tão importante de cobrar1 pois o regulamento próprio da categoria na decisão do campeonato de 20? Finalmente, uma hipocrisia.

Sebastian Vettel e Lewis Hamilton com suas camisetas de protesto antes do GP da Arábia Saudita de 2021 — Foto: Andrej Isakovic – Pool/Getty Images

Perfil Rafael Lopes — Foto: Editoria de Arte/GloboEsporte.com

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