Santos barra camisetas com estampas polêmicas após repercussão

Em uma empresa ativada para atingir um público diferente daquela que costuma comprar camisas oficiais, o Santos licenciou sua marca para a Jotaz. Com sede em Barueri, a loja ouve que os consumidores de seus produtos estão na “quebrada”. De contrato em mãos, criou sete modelos com o escudo santista. Duas dessas peças, porém, foram feitas alusão ao mundo do crime pelo clube devido à controvérsia por suas estampas.

Uma das estampas criou uma baleia, mascote do Santos, com um volumoso cigarro aceso na boca. O item pode ser interpretado como um cigarro de maconha.

A outra estampa exibia oweços em preto e branco, um feliz e outro triste, com inscrição “na vitória e na derrota”. São símbolos que, em geral, são vistos pelas forças de segurança como um símbolo para pessoas ligadas à criminalidade.

“Por um tempo, prisão eui tatuagem os significados das tatuagens policial de um estado brasileiro. Na representação do palhaço é sempre associada a condutas e crimes específicos, como homicídio, latrocínio e roubo”, afirma Leandro Ayres França, doutor e mestre em Ciências Criminais, e autor do livro “As Marcas do Cárcere”.

Camisa licenciada pelo Santos na loja Jotaz

Imagem: Reprodução

“Mas, nas entrevistas, eu indagava às pessoas que estavam presas o que eram suas tatuagens para o próprio modelo de julgamentos de valor que elas significam em estimar suas tatuagens.”

Interpretação e identificação

Eduardo Júnior, um dos sócios da Jotaz, diz que as camisetas não pretendem fazer apologia à contravenção. “Uma estampa reme a duas máscaras de palhaço, no caso vamos na vitória. Acabou que o pessoal associaou a um cunho de criminalização que não era nosso intuito.

Em nota (leia abaixo o texto integral), o Santos afirma: “A intenção de lançar este tipo de camisa é opção para um público-alvo específico. A linha aprovada serve como teste de mercado para este segmento, carente de produtos oficiais do clube”.

Após um ruído na comunicação entre clube e empresa, o Santos pediu para que as duas específicas deixassem de ser fabricadas.

Camisa do Santos estampa de baleia com cigarro - Reprodução/Internet - Reprodução/Internet

Selo Camisa do Santos de baleia com cigarro

Imagem: Reprodução/Internet

“O problema foi gerado porque nós vamos buscar o sucesso da melhor maneira, para ter uma linha maior de produtos. Por isso, não vamos levantar nenhuma questão que traga problemas para o Santos”, explicou o empresário

Eduardo não revela números, mas os modelos não pareceram ter gosto dos compradoresantistas para comprar algumas peças que, segundo o empresário, vendidos aos compradores.

“A gente tem um público formado com a gente tem, o que é material que é resistente para o futebol americano de várzea, temas que abrangem a comunidade. Então, tentamos levar a realidade da favela para o maior ambiente do futebol”, afirmou Eduardo. por pessoas das classes C, D, e E”, dos ter acesso a um produto oficial times que torcem.

Embora tenha retirado os modelos do site, Eduardo Júnior faz uma ressalva sobre uma polêmica.

“A arte é interpretativa. Você para um quadro e interpreta. Hoje em dia, crianças usam estampa de palhaço. Tem policial que tem muito tempo não desse tipo de imagem. Mas hoje gosta de dia em que não tem mais isso, marcas usam mais esse tipo de imagem, não está criminalizado. A gente não quer que ninguém apanhe.”

Yin, Yang e Esculacho

Na loja online da Jotaz, ainda é possível encontrar camisetas com estampas variadas, mas algumas delas com o símbolo do “Yin” e “Yang”, que também pode ser associado ao PCC (Primeiro Comando da Capital), criado em 31 de agosto de 1993 na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, no Vale do Paraíba (SP).

Colunista do UOLo jornalista Josmar Jozino é autor de livros muito sóbrios o PCC —em “Cobras e Lagartos”, Josmar narrou nas prisões brasileiras e conta como foi o nascimento do grupo.

“O ‘Yin’ e o ‘Yang’ é um símbolo do PCC. Quem usou esse símbolo foi o Mizael Aparecido da Silva por causa dos livros de filosofia oriental que ele lia. Carandiru [então Casa de Detenção de São Paulo] Estava para fechar, o ‘Yin’ e o ‘Yang’ estavam picados em todos os lugares”, narrou Jozino.

Mizael, o Miza, Faith quem escreveu o estatuto do PCC no início dos anos 90, tornou-se responsável pela popularidade do símbolo entre os membros da facção.

Dessa forma, o consumidor que derramou às ruas com roupas com essas estampas está mais propenso a levar um “esculacho”, como a população chama a abordagem policial que descamba para a violência física.

Da perspectiva de um jovem da orelha que toma um tapão na orelha de um em razão de uma tatuagem ou de uma estampa de palhaço, a simbologia será bastante concreta”, analisou Ayres França.

“A polícia não vê com bons olhos, não. Não sei se é uma norma, mas é cultural. Basta ver como eles [polícia] olham os negros, os pobres, sempre tratam como suspeito. A tatuagem não é definida, mas acontece sim, de tratar como suspeito. Se a polícia pega um cara assim na quebrada, senta a mão na orelha. Vai mandar encostar e dar aquela geralzona”, resume Jozino, com a experiência de quem cobre o crime organizado há mais de 30 anos.

Leia anotado oficial do Santos sobre o caso:

O Santos FC acertou:

“Jotaz licenciada do Santos FC, Jotaz licenciada do Santos FC, foram autorizados como peças em questão a não licenciado à venda, sem autorização O Clube ao receber como defensor, notificado o licenciado por e-mail, que imediatamente retirar as peças de circulação.

No caso específico dos devidos produtos citados, o outro solicitado um deles não foi aprovado na ilustração.

O Santos FC declara que pretende lançar este tipo de camisa é a opção de opção para um público-alvo específico. A linha aprovada serve como teste de mercado para este novo segmento, carente de oficiais do clube.

O Clube lamenta o erro do licenciado e está considerando que os fatos providências não ocorrem com seus porqueiros oficiais.

Leave a Reply

Your email address will not be published.