Salgado chama trabalho de Zé Ricardo de ‘satisfatório’ e diz que Vasco ainda busca reforços | vaso

Os últimos dias foram ricos em intensos debates dentro do departamento de futebol sobre os próximos passos do basco na Série B. O empate com o Vila Nova em casa na estreia foi preocupante, mas não é uma questão de terra arrasada, segundo Jorge Salgado. Após a cerimônia de entrega Título meritório para Roberto Dinamitenesta quarta-feira, o presidente confirmou a permanência do técnico Zé Ricardo.

– Tenho total confiança no treinador, acho que ele está fazendo um trabalho muito satisfatório. É a primeira partida do campeonato e, apesar da basco não tendo feito um bom começo, ele poderia ter saído vitorioso. Tivemos uma bola na trave, (Leandro) Vuaden (árbitro) foi para o meio-campo para marcar depois voltou por causa do VAR e no final da partida tivemos uma terceira chance de ter vencido – avaliou Salgado, que completou:

– O empate foi um resultado doloroso, infelizmente quando você entra em campo acontecem muitas coisas que fogem ao controle do treinador. Vai por conta do treinador sem motivo, ele sofre. Estive lá esta semana, o astral está recuperado, está tudo resolvido. Agora é esperar a bola chegar.

Jorge Salgado, presidente do Vasco — Foto: Felippe Costa/ge

A primeira janela de transferências do futebol brasileiro terminou na última terça-feira. Após o término do Campeonato Carioca, o basco conseguiu fechar com seis reforços visando a Série B do Brasileirão. Antes, o clube já havia anunciado 15 recrutas. A atividade no mercado da bola continua e o departamento de futebol tem planos para a segunda janela, que abre em julho.

– Continuamos monitorando mesmo com a janela fechada. Se aparecer uma oportunidade, mude para a outra janela, mas com a negociação já definida. Ele (o atleta) acaba ficando onde está, mas definimos o contrato e ele aparece na próxima janela – disse Salgado.

Jorge Salgado durante a entrega do título do Mérito do Vasco a Roberto Dinamite — Foto: Daniel Ramalho/Vasco

Outro ponto comentado pelo representante foi o interesse da basco para participar da licitação do Maracanã. O clube decidiu nos últimos meses dividir a administração do estádio com Flamengo e Fluminense, mas enfrenta resistência. Salgado revelou que a intenção era enviar até 15 jogos para o principal palco carioca do futebol, o que não prejudicaria o calendário dos rivais.

– Estive com o Governador do Rio Claudio Castro para falar mais uma vez sobre nosso interesse em participar do leilão e voltar ao Maracanã. Falei algumas vezes com Rodolfo Landim (presidente do Flamengo) e Mario Bittencourt (presidente do Fluminense), eles criam uma certa resistência pela quantidade de jogos. Ambos os clubes têm cerca de 70 jogos para disputar e está muito apertado para eles atingirem esse objetivo – disse o presidente, que continuou:

– Analisar a situação de basco, achamos que temos que jogar de 10 a 15 jogos no Maracanã. Propus ao Cláudio Castro separar os três, Flamengo e Fluminense cada um me dando cinco a sete jogos. O governador ficou para discutir com os clubes.

Nenê se desculpa por reclamar de ter sido substituído no Vasco

A basco está em vias de se tornar uma Sociedade Anónima do Futebol (SAF). Após a aprovação pelo Conselho Deliberativo da modificação dos estatutos, os membros votarão sobre o assunto durante a Assembleia Geral marcada para 30 de abril. Depois disso, os diretores e sócios voltam a se reunir para aprovar a proposta do 777 Sócios, que ofereceu 700 milhões de reais por 70% do futebol vasco. Salgado disse que o grupo americano mantém contato constante com o clube.

– O 777 foi agradavelmente surpreendido pelo departamento de futebol da basco, não esperava encontrar nosso nível de organização, chegaram a comentar que estávamos muito acima das pessoas opostas em todas as áreas. Eu sinto que estamos nos movendo muito rapidamente. Tenho a certeza que vou entregar um clube muito melhor, menos endividado, com futebol profissional e separado da gestão social.

O presidente, que assumiu o cargo em janeiro de 2021, período em que o time foi rebaixado e não conseguiu retornar à Série A, disse acreditar que o clube está se recuperando.

– Nossa situação quando cheguei era uma dívida de R$ 830 milhões, fomos para a segunda divisão com um faturamento de R$ 140 milhões. Cheguei no pior momento da história do clube, e conseguimos dar a volta por cima com menos da metade do mandato. Às vezes eu acho que um milagre está acontecendo comigo. Pagamos salários, credores, vamos ter um forte investimento no futebol – concluiu o dirigente.

A ge vasco podcast está disponível nas seguintes plataformas:

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