Rodrigo Capelo explicou detalhes das diferenças entre clubes da Liga e defendendo a divisão, mas apenas recebendo o futebol brasileiro: ‘A atual não é saudável’

Jornalista especializado em negócios no esporte, Rodrigo Capelo é um dos profissionais que podem falar com mas propriedade sobre a discussão de liga no futebol brasileiro. Nesta terçafeira, no “Ração SporTV”, eletalhou o assunto e não explicou a importância de uma definição de atraso.

Os contratos atuais estão em vigor 2024. O que vai estar em negociação são os direitos a 2025. Tem que vender com antecedência, o planejador tem que se preparar em termos de planejamento e investimento. É uma negociação que vai começar por agora, a liga tem que sair porque a próxima venda de direitos de transmissão está mudando à porta – dizer

No momento, já devemos grupos formadores. Um e um Libraque topa a liga, com Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras, Ponte Preta, Red Bull Bragantino, Santos, São Paulo e Vasco.

O outro tem o Forte Futebol e apoio o apoio para não decidir participar de reuniões de outros clubes previstos para quinta-feira na CBF. São eles: América-MG, Athletico-PR, Atlético-GO, Avaí, Brusque, Ceará, Chapecoense, CSA, CRB, Coritiba, Criciúma, Cuiabá, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Juventude, Londrina, Náutico, Operário, Sampaio Corrêa, Sport, Tombense e Vila Nova.

No meio, ainda sem posição definida, estão Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Grêmio, Guarani, Internacional, Ituano e Novorizontino.

Capelo busca que defende um maior esforço nas referências Campeonato Brasileiro e que o “modelo atual não é saudável”.

Leia abaixo as declarações do jornalista:

Onde está meu trabalho?

– Tem muita coisa importante para esses diretos debaterem, como fairplay financeiro, calendário, campeonatos coisa estadual, mass ness momento o que pega é a distribuição do dinheiro que vem do Campeonato Brasileiro. Os grupos estão divergentes. A Libra oferece 40% igualitário, 30% de acordo com a posição na tabela e 30% por engajamento e comercial. Não está no documento assinado pelos novos clubes. O que deixou insatisfeito outros 23, principalmente os 10 do Forte Futebol. Esses querem 50% iguais, 25% por performance e 25% por engajamento. Mas nesse empreendimento tem sido atacados.

– A Libra quer por mídia de público, o que é inteligente, talvez considere mídia ou ocupação, mas outros fatores controversos como engajamento em redes sociais, número de seguidores, o que é temerário. Se premia, você tem brecha para manipulação, pode-se comprar seguidores ou ter isso para inflar esse número. Neste momento, não dá para dizer que a proposta inicial é a final, porque estamos renegociando tudo e tentando conciliar interesses. O dinheiro dos direitos de transmissão de 2025 depende dessa negociação de hoje.

Como é em outros países?

– Os direcionadores estão buscando medições para embasar a discussão. Qual a diferença da distribuição de dinheiro entre o primeiro e o vigésimo? Hoje, no Brasil, é superior a seis vezes. Tem desigualdade que preconceito a competição do campeonato. Desequilibra o campeonato. Direito de transmissão é uma fonte única de arrecadação que consegue se direcionar para tornar o futebol equilibrado. Não dá para redistribuir patrocínio, venda de jogador, sócio-cedor nem bilheteria. Compara esse indicador com ligas estrangeiras. Diante da La Liga, 3.5x. Na Inglaterra é 1,6x. Nas ligas tratadas como referencias.

Os directentes do grupo dissidente escrevem que querem que a divisão inglesa caia para 3.5x e mire no 1.6x do Campeonato. Eles também querem que 20% va para a Série B, que é uma pedida alta. Na Espanha é apenas 10%. Esse é o momento que os diretos estão colidindo ideias e tentando encontrar um denominador comum. Não é racha ou desunião, tem que acontecer agora esse grande nó da liga de clubs do Brasil.

Onde esse indivíduo é tratado?

Só os direitos de TV do Campeonato Brasileiro. TEM Copa do Brasil tem premiação muito alta como a TV, que é quem compra direitos de transmissão. Tem um ponto que não dá mais equilíbrio para esses direitos porque está na Copa doBbrasil, não consegue impedir um tempo de vencer a Copa Brasil. Não dá para equilibrar, é meritocrática, o Campeonato Brasileiro tem que reequilibrar. O histórico do futebol do futebol é desequilibrado, os clubes de maior torcida, porque eles têm maior entrega comercial, mais audiência, na hora da negociação têm poder de barganha mais forte. Na negociação individual isolamento, Flamengo aos demais e Corinthians aumentará a diferença em relação Quando olha o futebol brasileiro como um todo, isso não é saudável.

Modelo atual

– Temos direitos de TV e fechados divididos divididos em 40-30-30, o futebol que equilibrou e causa o brasileiro, à medida que o Ceará, Fortaleza e outros chegaram à Divisão, a arrecadação e são a primeira mais primeiro. No entanto, por questão da negociação, tem discrepância última grande entre Flamengo e outros PPVs. Por exemplo, o Flamengo tem R$ 120 milhões garantidos, enquanto o Fluminense recebe R$ 15 milhões. O Flamengo gera tanto a mais para esse desnível? Na minha opinião não. É o momento que os directentes precisam reequilibrar um pouco a parte finance do nosso futebol.

Liga vai sair?

– Se estivéssemos em 2020, eu acho que devem ser pessimista, porque as relações não eram nada boas. Hoje não é que são valiosos e amigáveis, mas jáentendem que precisam da Liga. Tem o direito de TV chegando de 2025 e precisam vender juntos. Aposto que sim, que teremos uma liga de clubes. A questão é como vai sair. Há grupos e ossos indecisos. Iremos insatisfeitos, mas será criada uma liga. Há outro cenário, negativo, que pode acontecer, que é a Libra ter seus direitos e o Futebol Forte vender os seus. Ter blocos vendendo de forma separada, seria bem brasileiro, não é algo que acontece no resto do mundo.

Impacto da Lei do Mandante

– O que vai determinar quem vai ganhar essa divergência é a quantidade de partidas no pacote comercial. TEM Lei do Mandante mudou muito esse relaxamento. Até então, quem compra os direitos dos nove clubes da Libra impede que outras emissoras transmitam. Aí os outros terão valor comercial mais baixo. Com a Lei do Mandante isso muda. O outro grupo, do Forte Futebol, tem jogos do Flamengo, Palmeiras, Corinthians, São Paulo e também podem negociar. Equilíbrio ou negociação. Foi a minha chance histórica de conseguir condições de divisão do que nunca na mesa.

Qual o prazo?

– O prazo que ouço é o quanto antes. O que é o quanto antes? Não sei. Podem ser dias, semanas, meses. O que vai determinar é o início da venda dos direitos do Campeonato Brasileiro. Tem que acontecer em 2022. Se chegar em 2023 sem Liga, pensando em montar, discutindo, chegaremos tarde demais. Ouço otimismo de todos os lados, mas tem uma briga nos bastidores também que é ferrenha.

Discussões

– Neste momento, há narrativas. Um direto vai falar que o Flamengo tem que receber mais porque o torcedor vai falar mais porque o discurso vai. O torcedor do Fluminense certamente vai se queixar muito que equilibrará o futebol brasileiro em termos de receita. Vai narrativas de que o Flamengo será beneficiado pela Globo e pelo sistema. E de fato fé. Tem questão comercial, mais receita, mas também de vitamina. O importante é não comprarmos nenhum dos lados cegamente.

Quando acabará o impasse da distribuição de receita?

– Resolvedor de tempo. Não dá para fazer a Liga agora e deixar para depois. Tem outros assuntos, mas esse é o momento de desatar nós e fazer a Liga ir adiante.

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