Quem foi o ‘Pelé branco’ que trocou Corinthians por Boca nos anos 1960

O boca Juniors receber o corinthians na próxima terça-feira (17) em uma Bombonera na qual poucos brasileiros brilharam. Menos ainda são os jogadores que saíram de um gigante exatamente para o outro no país.

Quem é apaixonado por futebol americano deve ter resgatado na mente os exemplos do argentino Carlitos Tevez (do Boca para o Corinthians em 2005) e do uruguaio Nicolás Lodeiro (do Corinthians ao Boca em 2015). Mas quem é de outra geração tem outro nome na memória: o do meia Almir Pernambuquinho, o “Pelé branco”.

Dos jogadores mais rebeldes e agressivos do futebol brasileiro (sua história contada neste especial do UOL Esportes), Almir chegou ao Corinthians em 1960 depois de brilhar no Vasco e estar perto de integrar a seleção brasileira que chegaria perto da Copa do Mundo pela primeira vez, em 1958, na Suécia.

No Corinthians, porém, Almir não correspondeu à expectativa. Disputou 29 jogos e marcou apenas 5 gols, segundo o “Almanaque do Timão”.

Sua no Alvinegro foi em abril de 1960, mas em maio de 1961, aos 23 anos, já estava a caminho de Buenos Aires para defender o Boca Juniors, enviado contratado e recebido no aeroporto por Alberto Jacinto Armando, presidente da estreia do Boca (seu nome batiza oficialmente a Bombonera).

Foi a festa para a imprensa portenha, que alardeava a chegada do meia cujo apelido impressiona até hoje: “Pelé branco”.

Pernambuco em Buenos Aires

“O futebol argentino se encontrou reerguer depois de 1958 jogadores de contorno, e uma Copa de 1º Mundial foi contratado por Pablo na Copa de 2016, e uma competição de futebol mundial Galeno, histórico que trabalha no museu xeneizarem conversa com a coluna no ano passado.

“O Boca teve cinco titulares brasileiros (Maurinho, Edson, Almir, Orlando e Paulo Valentim), além do técnico Vicente Feola.”

Almir estreou no Boca em 14 de maio de 1961 — fé titular e autor do segundo gol do 2 a 0 sobre o Independiente na Bombonera. Atuou mais duas partidas, machucando o joelho e ficando quatro meses fora. O gélido inverno portenho praias, e Almir, conhecido às calorias do Rio, pediu para ser operado no Brasil, o que foi negado pelo Boca. Sua estratégia para forçar a saída? Distribuir socos e quedas comeu nossos treinamentos.

Almir (centro) salta e briga em um Boca x Chacarita de 1962

Imagem: Reprodução El Gráfico

“Tem o perfil de boxeador. Muito violento, volta de 2 a 0 para o Gimnas. O piorou, Almir jogou só mais uma vez (3 a 1 par o Boca ante o Racing) e precisou parar para finalmente operar. “Agora sem revista, ninguém sabe se ele segue a revista”, analisava.

Almir continuo, mas resolu sair do Boca à sua maneira. Na abertura do Argentino de 1962, contra a Chacarita na Bombonera lotada, protagonizou uma batalha campal a dez minutos do fim.

A El Gráfico narrou: “Almir começou um homem deu bem aos 15 minutos. e empurrões. E Almir deixou o campo ovacionado”.

A briga teve seis expulsões – duas do Boca e quatro do Chaca -, e a despedida de Almir do Boca terminou com vitória: 2 a 1. Com apenas seis jogos (e um gol), o clube se rendeu e o negociou com o Genoa, da Itália, ervilhas a AFA o imposto um gancho de seis meses.

O Boca terminou aquele argentino de 1962 com o título. Almir também foi campeão, pelo Santos no Mundial de 1963, ao El Gráfico então foi bem mais elogiosa: “O verdadeiro Pelé branco apareceu”.

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