Que a coragem e a sorte guiem a América contra o poderoso rival – Rodrigo Scapolatempore

sou um jogo
Mais do que acreditar, América precisa ser inteligente e duplamente diligente para derrotar o Atlético em duelo pela Libertadores (foto: ALEXANDRE GUZANSHE / EM / DA IMPRENSA – 12/02/22)

Se esse título soou como isca para você, você está certo. Mas não é uma estratégia tão ruim. Primeiro, que você já começou a ler e, por precaução, talvez até fique por aqui. Segundo, que até os fãs rivais tinham que ficar curiosos. Joguei sujo? No. Acabei de usar um gatilho. Nós vamos precisar.

E o que isso tem a ver com o jogo de hoje? Bem, a questão é que, se vamos surpreender ou chatear hoje (sim, vencê-los com o Mineiro cheio de zebra), temos que fazer algo diferente – totalmente fora da curva e fora do previsível. Definitivamente não é possível enfrentar esse time preto e branco fazendo a coisa normal.

Mesmo que seu time jogue um futebol regular e combativo, a história recente prova – e o primeiro passo é admitir – que o time do Atlético é praticamente invencível, não só pelo time, mas pela organização tática, agressividade e por causa de Hulk, o melhor jogador brasileiro ativo.

Os fãs mais conservadores aqui devem estar se perguntando por que estou rasgando os elogios ao rival. Calma eu respondo. O primeiro objetivo é desviar a atenção e culpar quem tem a obrigação – como uma tática usada na guerrilha. Primeiro, o desvio.

A única maneira de enfrentar nosso carrasco hoje, na maior competição continental, é entender que não podemos jogar de igual para igual. Uma pontuação alta no início, uma equipe fechada e robusta, feroz e suja. Reclame com o árbitro, machuque seu oponente, jogue um jogo de nervos. Pare o jogo! Temos que ser chatos e usar todas as armas disponíveis, no jogo limpo, é claro.

Você tem que emaranhar o meio e causar situações perigosas na frente sem negligenciar (um minuto!) as costas. Devemos admitir nossa falta de habilidade e apostar em um jogo truncado e chato. Somos inferiores, mas o futebol não garante a vitória dos melhores.

Deixe o tempo passar e entenda que, por outro lado, se não nos incomodarmos na frente, em algum momento a bola deles entrará: é natural com esse ataque de luxo que tem nosso maior jogador da temporada como uma das opções no banco – Oi, Fumaa, tenha piedade.

No jogo desta noite temos de admitir as nossas limitações e jogar com elas em mente. Talvez não querer muito e achar que igualdade é uma vitória possa ser uma meta mais plausível e na realidade.

O América que entrar em campo hoje terá que lembrar dos times que já enfrentaram o Atlético em um Mineiro lotado e não só empataram, como venceram. Já aconteceu antes. Al, gestão e marketing, mostra vídeos de atletas e deixa claro que a história não deixa mentir. Aconteceu!

A receita para fazer algo diferente hoje é simples: se fizermos o de sempre, o de sempre, a derrota virá naturalmente. Se jogarmos estrategicamente e soubermos diminuir na hora certa e crescer quando o jogo permitir, talvez uma dose de sorte e destino possa nos dar um pequeno gol e depois fechar a casa de vez.

A situação de Coelho na Libertadores se tornou crítica e, se pelo menos uma derrota for evitada, a chave pode virar. Sempre temos a capacidade de respirar na competição, mas os jogadores precisam entender que esse deve ser um dos testes mais difíceis para qualquer time do mundo, mas como nossas mães sempre disseram, não somos todos. As conquistas existem.

Semana Santa, a Páscoa está aí, e você tem que tirar um coelho da cartola (ou vários!). Sem magia, sem gatilho diferente ou sem chamar a atenção, o desfecho da guerra é previsível. Mas o jogo ainda não acabou – na verdade, não acabou até que termine. E no futebol, isso nem sempre faz sentido. Confie em mim, América!

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