Presidente do Flumin explica a posição dos clubes para Libraense e prevê como será sem consenso | seleção sportv

Conforme discutido sóbrio em Libra, na Liga do Futebol Brasileiro, continuam nossos bastidores. De um lado, 10 clubes que assinaram o documento para criação da liga: Corinthians, Red Bull Bragantino, Flamengo, Palmeiras, Santos, São Paulo, Ponte Preta, Cruzeiro, Vasco e Botafogo, que se juntou nesta sexta-feira. Do outro, 23 clubes (11 da Série A e 12 da Série B) mostram contra os termos de divisão de receita e propostas de mudanças. E há seis times que ainda não se posicionaram em nenhum dos owe lados (Bahia, Guarani, Ituano, Novorizontino, Grêmio e Internacional).

Mário Bittencourt, presidente do Fluminense — Foto: Divulgação

O presidente do Fluminense, que faz parte do grupo dos 23 que defendeu mudanças no projeto assinado pelos nove clubes, participou ao vivo do programa Seleção Sportv desta sexta-feira para falar sobre o tema. Mário Bittencourt explica o ponto de vista do bloco de times em que está inserido:

– O que está em discussão é o modelo de divisão de receitas de TV, que é muito parecido com o que tem hoje e cria um abismo financeiro de um grupo menor de clubes para a grande maioria dos clubes que disputam as Séries A e B. O grupo de lá afirma que com 40% igualitária e 30% de performance fica 70% igual, pois vai ser em campo. Agora, quem tem receita performa melhor no campo, especialmente em pontos corridos. Outra coisa que discutimos são os válidos. Vou dar um exemplo: há clubes com cinco, seis, sete vezes mais torcida que o Fluminensemas que não vende seis, sete vezes mais camisas do que o Fluminensenão achamos, sete vezes mais público… que a gente gostaria que fosse nossa proposta pit ouvida e debatida na mesa, não impondo nada.

“Acho curioso que todo mundo fala no Brasil que a liga vai melhorar e seguir um modelo europeu. O que é falado é isso: por que não partimos do modelo europeu?”

– O torcedor pode estar se finalizando: e se por acaso acabar com a proposta indo todo mundo para a eles? A gente não vai evoluir, mas não perdeu nada, porque a proposta deles é igual ao que hoje temos. Hoje estão propondo um modelo já existente, estão usando argumentos que criaram critérios para diminuir a diferença, e aqui pretendemos que não vão diminuir. Não adianta tentar convencer: “Olha, se maior fizermos uma liga vai vir dinheiro do que existe hoje”. Aí todo mundo vai ganhar mais. A nossa preocupação é ganhar mas e diminuir a diferença que existe. Essa diferença faz com que o brasileiro estão sempre entre os quatro que mais gastaram na competição, Faith assim com o Fluminense em 2010 e 2012, quando tinha um investidor.

Leila Pereira, presidente do Palmeiras, ao lado de Julio Casares, presidente do São Paulo, em reunião sobre criação da liga — Foto: Thiago Ferri

Apesar das divergências, Mário alegou que não há um “racha” entre os grupos. Mas prevê como ficará o cenário se não houver um consenso entre as partes:

– Não há racha porque não existe algo consolidado. Existem seis que dizem que montaram a liga, eu repito, não existe liga de 12, 17… Onde existe com os 40 clubes da Série A e B, onde não existe. Se não houver consenso, vão ter que grupos fazendo vendas de direitos de TV em separado. Uns com produtos teoricamente entre clubes com maior poder e outro com mais quantidade de jogos. A Lei do Mandante traz uma possibilidade, por exemplo, que o grupo daqui dos 11 tenha cada um jogos como mandante, e dentro destas partidas têm seis jogos de um lado de lá. O pacote também é bastante interessante para qualquer rede de TV ou qualquer outro grupo que queira. O que a gente ouve é que se eles têm um grupo menor, mas com jogos, de repente um maior da TV aberta, e nós um excelente pacote para uma TV fechada.

Por fim, Mário revela que os 23 clubes do bloco ainda não se posicionaram em nenhum dos lados se reunirão na próxima reunião, onde colocaram no papel a contraproposta para ser levada ao grupo dos nove ” fundadores” de Libra:

– A nossa proposta aceita na carta não é petrificada, queremos e discutir. Na feira vamos ter uma reunião de clubes que pensam dessa forma e que essas propostas de uma proposta ainda mais contínua do modelo na carta. Não estamos fazendo da nossa cabeça. Reunião vai contar com duas empresas de mercado para fazer a apresentação do que ser julgado mais justos. Uma empresa conhecida da montagem da La Liga, a liga espanhola, e outra é especializada em vendas de direitos.

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