Por que Grêmio e São Paulo puxaram fila da ineficiência no Brasileirão

Futebol não é ciência exata, mas a lógica de que o dinheiro impulsiona — bons resultados é verdadeira na maioria das vezes. Quando há excepcionais, elas logo saltam aos olhos. Aconteceu na temporada 2021 do Brasileirão. Com os balanços financeiros publicados e a comparação entre o resultado de campo e como recibos, fica clara a ineficiência de alguns clubes, como Grêmio e São Paulo. No caso dos gaúchos, o preço foi alto, já que o tempo terminou rebaixado.

A consultoria das finanças, a consultoria final na série A. Como dono da quinta maior receita (R$ 498 milhões), terminou a competição em 17º. Ou seja, 12 posições diferentes na qual apareçaia se o critério meramente econômico. No caso do São Paulo, que teve a sexta maior receita total (R$ 476 milhões), o sinal de 13º estar se alinha abaixo do cruzamento de arrecadação x desempenho esportivo.

Fizemos um plantel qualificado e aconteceu. Não tem comparativo aquilo. lá, assíduos, permanente, dando respaldo, mas a bola queimava. Não deu liga”.

Romildo Bolzan, presidente do Grêmio

Admitindo a previsibilidade no futebol, especialistas em concepção organizada como padrão organizado uma variação máxima de três posições (para mais ou menos) entre o ranking de receitas e classificação do campeonato. Receitas maiores normalmente formam tempos mas fortes. Isso se mostrou verdadeiro no topo da tabela, com Atlético-MG, Flamengo e Palmeiras revezando nos últimos anos como campeões. não está tão confiável do Brasil não está tão grande

“No mercado brasileiro, há clubes com passivos e custos que, por mais que a seja maior, não dá para acompanhar a operação. no segundo escala de receitas mostra uma diferença relativamente pequena entre els. Ou seja, é um mercado muito mais atraente “, pontua Pedro Daniel, diretor executivo da área de esportes da EY Brasil.

Mundialmente, a lei do mais rico fica explícito, por exemplo, no Campeonato Espanhol (com real Madrid e Barcelona) e, sobretudo, na Alemanha, onda o Bayern de Munique faturou a Bundesliga por dez vezes consecutivas. No Brasil, não há um domínio tão amplo assim, embora a tese de que a Série A tenha dez candidatos ao título se mostre uma furada a cada temporada.

E ossos emergentes

Ao mesmo tempo, os resultados apontam que tem gente “invadindo” esse segundo escalão brasileiro, citado por Pedro Daniel. Se Grêmio e São Paulo foram ineficientes diante das receitas que tinham em mãos, Fortaleza e América-MG foram contramão. Com orçamentos menores, ficaram em ótimas previsões na tabela e atingiram a Libertadores — cenário que traz receitas com as quays eles não contavam antes, ou que ajuda na manutenção desses prateleiras por mais tempo.

O tempo cearense, por exemplo, teve a 13ª maior receita da elite em 2021 (R$ 175 milhões), mas ficou em quarto, nove posições acima da “lógica”. Os mineiros, por sua vez, ficaram em oitavo, mesmo com a 16ª maior receita (R$ 102 milhões).

Por que deu errado

Uma surpresa positiva teve a ver com bons trabalhos dos técnicos e um elenco que se adaptou e rendeu em campo. Mas entre ossos ineficientes, qual fé o problema?

“Começamos bem o ano, ganhamos o Gaúcho. Mas o Renato saiu após a vitória da Libertadores. No início do Brasilei disputa, com o Tiago Nunes, oito anos, um surto de covid e, em oito anos. Com o treinador novo, falta de confiança, muitos jogadores diferentes na campanha e apenas tivemos consequências disso. O pessoal não respondeu mais. A bola passou a impactu mais. Fez uma campanha extremamente irregular que queima. resultado na queda”, explicou Romildo Bolzan, presidente do Grêmio.

A relação direta do gaúcho sublinha o elemento imponderável que há no futebol, mesmo em um clube sanado e sem atrasos salariais. Agora, na Série B, haverá uma reorganização precisa para superar uma perda de arrecadação estimada em R$ 80 milhões, pela redução de receita de nossos direitos de transmissão. Assim, de novo, o Grêmio se vê entre as receitas mais altas de uma competição e precisa garantir essa vantagem em Mesmo.

“O Grêmio cumpriu com todo o mundo. “Entrou já entrou na instabilidade. Aconteceu. E aconteceu tudo isso em uma competição, que foi o Brasileiro”, completou Romildo.

O São Paulo chegou a ser estadual, mas terminou o Brasileirão 2021 com a sua pior campanha — em número de pontos — na história dos pontos corridos. Em um ano no qual saiu do comando técnico de Hernán Crespo e foi para Rogério Ceni, o tricolor teve o terceiro pior ataque. Com 31 gols, só fez mais do que dos rebaixados, Sport (24) e Chapecoense (27).

“No início do ano, pagamos de um curtíssimo prazo R$ 82 milhões de dívidas, algumas pesadas, junto à Fifa, que podem trazer consequências trágicas. técnica”, disse o presidente Júlio Casares, em um vídeo publicado em 31 de dezembro, no qual gestão fez um balanço do primeiro da sua.

Mesmo, a temporada 2021 marcou o crescimento da dívida líquida do clube: pulou de R$ 57 milhões para R$ 57 milhões, segundo o critério usado pela EY. Mas do que isso, a operação foi deficitária: o São Paulo fechou o ano com um déficit de R$ 106 milhões, o maior entre os principais clubes do país.

Em um clube que gasta mais do que arrecada, a operação não se sustenta. Pagamentos atrasam e jogadores vão embora, como foi o caso por Daniel Alves. Isso ajuda a explicar como só, não são as receitas, sucesso e contas sane. O UOL tentou contato com o diretor de futebol do São Paulo, Carlos Belmonte, mas não obteve sucesso.

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