Por que a Liga de Clubes não tem chance de dar certo no Brasil – 04/05/2022

Un grande espanhol, me respondeu quando Liga dos clubes por um amigo contemporâneo lá: “Não me lembro quando foi.

Fato, precisamos voltar a 1984 para o momento em que encontrar o controle da organização da primeira divisão – ainda que se mantenham em conjunto em alguns aspectos da Real Federação. Pouco a pouco, a relação de força foi mudando, com mais poder para os clubes, menos para os sanguessuga. E, assim, os espanhóis chegaram à era dos grandes contratos de TV.

Foi uma emissora de TV, a ITV, que deu “ao projeto Premier League na Inglaterra 1990. O canal queria dar mais dinheiro e passar mais jogos five”, formado por Manchester, Liverpool, Everton, Arsenal e Tottenham. Era, no entanto, o nascimento da era da cabo ou TV, e um esperto e bem conectado empresário australiano, Rupert Murdoch, o dono da Sky, oferecido por satélite mais e para mais gente.

Em 1992, entrou no jogo da Premier League, que se transformou na liga doméstica, mas rentável do mundo. Foi a mídia, porteiro, que resgatou o futebol inglês das trevas. Uma ideia elitista se transformou em uma ideia mais abrangente e melhor para mais gente.

Você vai tentar voltar no tempo e lembrar o que aconteceu no Brasil entre a criação das ligas na Espanha e na Inglaterra? Fácil, não? Houve a criação da Liga Brasileira, oras bolas. Então isso não. O ano era 1987 e aquele era o momento chave para que o futebol brasileiro sofresse uma revolução administrativa. O que aconteceu na prática? A criação de um campeonato formado por um grupo de clubes de elite, atropelando os esportivos.

Compreender o que foi 1987 é compreender por que o futebol brasileiro é o que é. Aliás, compreende a linha do tempo do futebol brasileiro, os mandos e desmandos, as negociatas, os jogos de poder, é compreender o próprio Brasil e nossa sociedade. O que vimos,final, de 1987 a 2022, durante estes 35 anos?

Vimos traições, uma Confederação esportiva ser dominada por gângsters, que fizeram muito, mas logicamente dinheiro ao longo de décadas e que tiveram logicamente porque eram importantes para não ter tanto poder por tempo. Entre os principais clubes do país, além do Congresso Nacional, claro, das Federações do Estado.

É correto dizer que os clubes nunca tiveram o poder no Brasil e ficaram refens da CBF? É claro que não. Os clubes foram parte disso. E o grupo Globo de comunicação também – com pessoas, em sua maioria, que já não estão mais lá, diga-se. Podem ter certeza que essas pessoas influenciam ou ainda não na CBF ou na Globo, seguem apitando e muitas vezes influenciando os processos.

“O quatro poder de poder” de ambas as organizaes permite aos rios fazerem o que fora feito a trs ou drias dvidas. Criar na tal Liga. Qual a diferença? Que o terreno perdido para os europeus nunca mas poderá ser recuperado. O Brasil tinha uma condição de se transformar no centro do futebol mundial e isso não vai ser mais importante, seremos semper produtores, mas a periferia mercadológica.

Qual a semelhanca? A mentalidade é a mesma. Individualista, tacanha, belica. Já vários momentos da história democrática em que a sociedade brasileira, como lideranças, foram mais fortes, como hierarquias, respeitadas, e poderiam ter aquela criação de uma Liga ampla. Neste momento, estamos separados, separados e cada vez mais fragmentados.

Podemos dizer tranquilamente que havia mais de 10 clubes brasileiros em situação em um passado não tão distante. Hoje, não. Quem tem mais, quer mais e não está disposto a dividir. Ainda mais se para dividir com um rival histórico. Quem tem menos, não tem poder de barganha. São produzir altruísmo e empatia para que seja um sistema equilibrado, um produto bom para todo o mundo. Não estamos habituados nem a uma coisa nem outra. É da nossa sociedade, não só do nosso futebol.

Enquanto esses caras debatem percentuais de cada clube vai ganhar, D, cotados, representantes, futebol de base, vários clubes populares e que ficaram pelo caminho?

Nas leituras das várias reportagens ontem sobre as reuniões para a formação da nova Liga, pipocou um sobrenome: Zveiter.

Percebam. Vários dos atores são os mesmos. Por que achar que a turma fez o futebol brasileiro mais baixo e ser a porcaria que é vai ser capaz de criar algo melhor, só porque a CBF não estará nessa como protagonista? Me perdoem, mas não dou o benefício da dúvida. De onde nunca veio nada, possivelmente não virá nada mesmo.

Talvez a Liga saia do papel. Talvez um ganho de importantes clubes do Brasil ganhem, mas dinheiro do que ganhe hoje, com menos intermediários. Talvez o produto melhore. Mas o futebol brasileiro é – ou deveria ser – muito mais do que uma Liga. E os caras envolvidos são a mesma turminha de sempre.

No primeiro atrito, cada um um nomeá para o seu lado e logo haverá quem perderá primeiro a botar tudo a perder, em primeiro lugar do interesse individual – e não coletivo. E, se vocês ainda estão muito otimistas, fica uma relação a essa nova sugestão. Na hora da reunião, perguntem lá sobre quem vai ficar com a Taça das Bolinhas.

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