Pigossi termina seu melhor WTA com um segundo lugar em Bogotá

Pigossi chegou a Bogotá com qualidade e venceu seis jogos durante a semana

Foto: Copa Colsanitas

Bogotá, Colômbia) – A melhor semana de Laura Pigossi no torneio de elite do circuito terminou neste domingo com a vice-campeã do WTA 250 em Bogotá. Vindo das eliminatórias, Pigossi venceu seis jogos seguidos nas quadras de saibro da capital colombiana, mas foi ultrapassado na final pela experiente alemã Tatjana Maria, de 34 anos, com parciais de 6/3, 4/6 e 6/2 às 2h30 da largada.

Durante a semana em Bogotá, Pigossi conseguiu sua primeira vitória contra o top 100 eliminando Harmony Tan, 90º na primeira rodada. A partida também marcou um triunfo único para a paulista de 27 anos no WTA 250, após perder a estreia do Rio de Janeiro em 2014 de Florianópolis em 2016. Ela também nocauteou a ex-top 30 Dayana Yastremska nas quartas de final, salve três match pointse venceu a colombiana Camila Osorio, número 33 do mundo e atual campeã, nas semifinais.

A grande campanha na Colômbia também significou um salto de quase cem posições no ranking para Pigossi. O atual número 2 do Brasil começou a semana na 212ª colocação do ranking e receberá 198 pontos, 18 pela classificação e mais 180 graças às vitórias na chave principal. Com isso, ela supera seu recorde pessoal, que era a 185ª posição, e se firmará entre as 130 melhores do mundo.

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Ela também buscava se tornar a quarta brasileira a vencer um torneio desse nível, juntando-se a Maria Esther Bueno, Niege Dias e Teliana Pereira. A última tenista do país a chegar a uma final do WTA foi Beatriz Haddad Maia, nas quadras duras de Seul, em 2017.

Tatjana Maria é ex-top 50 e mãe de duas filhas

Carrasco de Laura Pigossi na decisão, a alemã Tatjana Maria conquistou seu segundo título no circuito. A primeira foi conquistada no gramado de Mallorca em 2018. Ex-top 50, o alemão tem 34 anos e atualmente ocupa o 237º lugar. Ela se tornou mãe da bebê Cecilia em abril do ano passado e tem uma filha mais velha, Charlotte, de oito anos.

Assim como o brasileiro, Maria também veio para Bogotá como uma qualidade. A última final entre dois tenistas dos playoffs de um torneio de alto nível aconteceu no início do ano passado em Lyon.

Pigossi teve que lidar com as frequentes fatias do rival
O primeiro set da partida foi um teste de paciência para Laura Pigossi, que teve que lidar com os freqüentes golpes de Maria, incluindo seu forehand. A brasileira precisava ter um pouco mais de iniciativa nos pontos e cometeu mais erros que a adversária, 7 contra 2. A alemã serviu muito bem e não sofreu break points nas parciais, além de aproveitar a única oportunidade de break no o primeiro conjunto. Maria fez 5-4 nos vencedores do set.

O cenário do segundo set foi muito parecido com o do anterior, até que Pigossi finalmente conseguiu pressionar o saque do adversário. Ela aproveitou a chance de fuga e fez 4/2. Na sequência, já era possível ver Maria tentando mudar um pouco a dinâmica da partida e procurando definir certos pontos com o forehand. As fatias foram mais estreitas na direção oposta. Quando venceu por 5/3, Pigossi serviu para fechar o jogo, fez um set point, mas acabou permitindo a quebra na terceira chance do rival na partida. Mas logo depois, Pigossi quebraria novamente para empatar o jogo.

O final decisivo começou com jogos longos e oportunidades para ambas as equipes. Pigossi teve dois break points e salvou mais quatro antes de sofrer o break que permitiu a Maria abrir 3-1 no placar. Além disso, o brasileiro pediu ajuda para lidar com um problema na panturrilha. Apesar de ainda jogar jogos de saques longos, Maria não enfrentará mais break points no jogo, enquanto Pigossi sofre mais uma quebra no penúltimo jogo da partida. Restava ao alemão confirmar o serviço novamente na sequência.

Pigossi liderou a estatística da vitória por 23 a 19, mas cometeu 30 erros não forçados contra apenas 13 de seu rival. Tatjana Maria criou 12 break points na partida e teve quatro quebras, enquanto a brasileira quebrou duas vezes em cinco ocasiões.

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