Para emagrecer, F1 deixa núcleos de lado e adota o pretinho básico – 03/05/2022

Os tempos de carros multicoloridos na F1, com layouts extravagantes ou campanhas publicitárias de filmes chegaram ao fim. A hora é do preto básico.

Na luta para perder peso em meio a uma mudança tão radical de regulamentação, substituindo mais componentes e materiais. Nao Bastou. Voltaremos a identificar peças que podem ser identificadas aos ventos do lado. Esbarraram no teto de custos. Chegaram, então, ao limite. Bateram na sala do marketing com um pedido que à primeira vista soa inusitado. Quanto da pintura dos carros pode ser?

O roteiro foi seguido por oito das dez equipes do grid. Só escaparam e Alfa Romeo mais leves, carros já nasceram. O resultado é visível GP após GP: os carros estão cada vez mais nus, exibindo a tinta preta da fibra de carbono onde antes coloridos e adesivos.

“É momento da Engenharia encontrando. Todos queremos que o carro lindo do esporte. Isso é parte da Dave Robson, gerente de desempenho da Williams. “Mas temos de buscar um ponto de equilíbrio. O carro precisa ter personalidade que ao mesmo tempo os patrocinadores esperam que ele seja mais rápido possível.”

Além da Williams, já é possível ver bons pedaços de fibra de carbono nossos carros da Aston Martin, da Red Bull, da McLaren e da Ferrari.

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Charles Leclerc em Ímola ao volante da Ferrari F1-75, com as asas laterais e traseira sem pintura

Imagem: Ferrari

Ao ser entrevistado no “Autosport”, Robson revelou que emagreceu e emagreceu, mas confirmou que tinha uma fé “significativa”.

“Imagino que os carros vão continuar assim o fim do ano. Buscar outro caminho para perder peso seria mais caro e consumiria mais tempo”, disse.

O novo Regulamento Técnico da F1, com rodas e novas configurações aerodinâmicas, tornados os modelos 2022 mais leves. Saiba que isso pode acontecer, a FIA aumentou em 43 kg o peso mínimo dos carros, de 752 kg para 795 kg, sem combustível. Assim Alfa Romeo e McLaren se aproximaram disso. Às vésperas da abertura Mundial, como outras oitavas do alargador o limite em mais de 3 kg, para 798 kg.

Mesmo assim não fé suficiente. O que provoca reflexos diretos no desempenho na pista. Há um cronômetro antigo na categoria que indica que cada 10 kg a mais no carro significam acréscimo de 0s3 no cronômetro de cerca de 5 km. Na mídia, toda a pintura de um carro de F1 pesava 1,5 kg.

Desempenho esportivo versus marcas e núcleos de patrocinadores. Não deixa de ser irônico que um esporte controlado por um grupo americano de mídia e entretenimento promove essa encruzilhada. E não dá pra não lembrar de carros que ficaram marcados pelo visual extravagante.

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Thierry Boutsen, da Benetton, durante o GP da Bélgica de 1988

Imagem: Reprodução

Um Benetton pode nunca entrar na F1 se os carros não puderem ser coloridos. A marca italiana de modas via a categoria como uma vitrine, uma plataforma para expor sua identidade ao mundo. Depois dela, a BAR chegou a correr com os carros pintados de globo terrestre _só parei para pensar no peso acessórios e de toda aquela tinta.

Em anos mais recentes, a Red Bull correu com pinturas masculinas que fizeram propagandas de franquias como Guerras Estrelas, Super-Homem e 007. .

E houve o caso da Jaguar no GP de Mônaco de 2004: um diamante foi encrustado no bico de cada carro, numa campanha do filme “Ocean’s Twelve”, batizado por aqui de “Doze Homens e Outro Segredo”. Mark Webber abandonou na 11ª volta, com a peça intacta. Já Christian Kli foi largada-se num acidente. Quando a equipe recuperou o carro, o diamante Steinmtez, avaliado em R$ 1,5 milhão, havia sumido. O mistério dura até hoje.

Na atual temporada, o desperdício seria. Aqueles gramas a mais acabariam barrados por engenheiro agoniado com a perda de peso. E a F1 perderia uma boa história…

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