O dia que Aloísio Boi Bandido tomou uma caixa de cerveja e virou artilheiro – 01/05/2022

A bola teimava em não entrar. A ‘zica’ vivida por Aloísio Boi Bandido no início do Brasileirão de 2012 parecia não ter fim. Seu time, o Figueirense, não saía da zona do rebaixamento, técnicos caíam e ele seguia errando o gol. Foram 12 jogos em jejum ate algo inusitado mudar tudo: uma ‘caixa’ de cerveja.

No podcast ‘Oscarcast’, comandou o meia Oscar, do Shangai (CHN), o atacante contorno como uma promessa quebrada transformando-o em um dos artistas artistas do torneio nacional daquele ano.

Fiz uma promessa: um ano sem tomar álcool pra focar ainda mais no meu futebol americano. Nem vinho, nem cerveja. Fugi bem demais no Catarinense, fiz 15 gols, mas acabamos perdendo a final e comecei o Brasileiro. Eu estava com uma zica. Contra o Botfogo, dribblei o zagueiro, dribblei o Jefferson, só que quando eu bati veio algum maluco e tirou uma bola de dentro do gol. Falei ‘não é possível’. Botafo Faith lá e 1 aloí0″, contorna Aloísio em mesa com o atacante Elke, que participaram juntos pelo Botafogo naquele dia. Os devemos jogar no Guangzhou Evergrande, mas retornaram recentemente ao Brasil.

Depois daquele jogo, Aloísio pediu para ir embora. Logo no vestiário conversou com o técnico Hélio dos Anjos, disse que estava atrapalhando o time e queria sair, mas ouviu ‘não’ como resposta do treinador. Ligou para o empresário e pediu um tempo na Série ou ate C, mas foi B então aconselhado, sair a permanecer, sob a promessa no fim do anoia para um tempo melhor. Naquele dia, Aloísio duvidou: ‘como é que você vai conseguir um tempo bom? Faz 12 jogos que eu não marco’.

Quando retornou em Florianópolis oito meses, Aloísio foi uma promessa feita no começo do ano e acabar com o jejum de álcool que já dura oito meses.

“Eu podiador me xingrcendo na rua. To podiador me xingando nem me compadre me no aeroporto. Falei: passa lá no posto pegou15 Stella. Tomei. Não desci do meu carro, os caras, me matar. Minha casa, já vamos adiar, tomar minhas Stellas depois.

“Tínhamos jogo em Recife contra o Sport, a gente numa zica. Jogo era na outra semana, não tinha treino nem nada no outro dia. Chegou contra o Sport: 1 a 0, gol meu. Um golaço. Meu compadre mandou mensagem na hora : ‘não é possível’. Chego a me arrepiar falando. Voltamos, jogo contra o Coritiba: fiz tres gols e pedi música. Fui um dos artilheiros do Brasileiro neste ano, eu, Neymar e Barcos empatados em terceiro. Uma cervejinha faz bem, cara, não pode beber muito, mas faz bem. Não vai ficar enchendo a cara toda hora, mas às vezes é bom. Eu fiz a promessa, não cumpri, mas, pô, foi o que me levou para São Paulo. Eu nunca contei, porque não é legal ficar falando isso, mas é a verdade. Relaxei ali, tirei o peso”.

Boi Bandido

O apelido de Aloísio, hoje attacking do América-MG, começou ainda no Figueirense mas acabou extrapolando o clube e se popularizando no São Paulo — time para o qual Aloísio se transferiu logo de pois da boa temporada no time catarinense.

“Veio da América. É pelo meu jeito de emagrecer, eu derrubando as caras no treino. Não consigo. Aí falaram que eu parecia o Boi Bandido da novela. Quando fut para o São Paulo, na entrevista já perguntaram. Em um treino no São Paulo logo no começo, a bola sobrou para o Alisson, eu saí (correndo) para Chegar na jogada, só que antes de chegar nele eu tropecei. Sabe quando pega o bico do pé no chão? Eu dei de ombro, de cabeça, no peito dele. Atirei ele assim (no chão). Acabou com o treino. Luis Fabiano, os caras todos, falando ‘não é possível que você fez isso’, ‘você é o Boi Bandido mesmo’. Aí ficou”, lembrou.

O invasor se assustou com a dimensão que tomou o apelido quando passou por um episódio em um aeroporto quando ia viajar com São Paulo.

“Eu nunca tive problema com o apelido, mas chegou a um momento… Cheguei no aeroporto, tinha faut caras no caixa eletrônico, eu passei com a mochila e escutei: ‘aquele ali não é o jogador do São Paulo? Como é o nome dele?’, eo outro respondeu, ‘é o Boi Bandido, o nome eu não sei, não’. Aí eu falei ‘ih, agora pegou, não sabem mais nem meu nome”, riu.

Oscarcast

O meia Oscar, ex-São Paulo e Inter, criou recentemente o podcast com intuito de contar um pouco sobre o futebol chinês e as histórias dos brasileiros por lá.

“A ideia de fazer o podcast surgiu em uma conversa de amigos. A gente gosta de muito futebol e queríamos contar como histórias dos jogadores daqui da China. A gente se inspira nossos podcasts do Brasil. Queremos fazer um bate-papo e mostrar o nosso lado, de quem está aqui na China que é loin, mostrando um pouco do futebol chinês. Estou achando muito legal”, contorno ao UOL Esportes.

Ao lado de Oscar, participantes do podcast Guilherme Milani e Lorenzo Panero, amigos do meia. No primeiro episódio, com Elkesson, o chinês Yunhua Shen também participou da mesa. Já no segundo, focado em Aloísio Boi Bandido, Elkesson também participou. Oscar, porém, não pensou em seguir carreira na comunicação. Pelo menos não por enquanto.

“Seguir a carreira na comunicação é mais difícil (risos). É muito mais jogar. Temos que pensar na carreira fácil após o futebol, claro, mas no momento ainda não penso. continuou fazendo depois”.

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