o ano em que a F1 fé definida no tapetão




1976, o ano em que o tapetão imperou.  Largada do GP da França

1976, o ano em que o tapetão imperou. Largada do GP da França

Foto: Wikipedia Commons

As discussões sobre as decisões dos comissários nos últimos tempos alimentam conversas nas redes sociais de que a F1 é cada vez mais definida no tapetão. Mas já foram determinantes outras temporadas em que o desempenho nos tribunais foi quanto a um desempenho de pista. 1908, 197, 207, Porém a mais resistente, 1976, tenha sido 1976.

Todo mundo se lembra deste ano por conta do acidente de Niki Lauda e posteriormente filmado em 2013, o “Rush – No Limite da Emoção”. Outros ainda lembram o início da ligação de Emerson Fittipaldi com sua própria equipe, que foi em 1980. Mas esta temporada foi frenética nos bastidores…

Para este ano, a F1 mudou mais uma vez o seu regulamento (soa diferente?). O que chamava mais a tenção era a redução do tamanho do santo Antônio e a inclusão de novas áreas de proteção no cockpit e pedais. Mas Espanha foi acordado que estas novas regras só entrariam em vigor na (4ª prova do campeonato). Até lá, os carros de 1975 puderam ser usados.

Uma das medidas que foram tomadas pelos carros era o tamanho da bitola traseira (basicamente a largura total do carro com os pneus). E, para pegar como referência para os demais, useam a McLaren M23, que era então o mais largo de todos. Na estreia do novo regulamento, já começou a…

James Hunt, então na McLaren, obteve a segunda vitória na categoria, superando Niki Lauda, ​​campeão mundial e principal favorito pela Ferrari. O austríaco não foi muito páreo para o inglês porque correu reclamando de dores por conta de um acidente com trator em sua casa na. Mas hora depois do pódio, veio o anúncio que deixou todos surpresos: James Hunt havia sido desclassificado.

Até então, era a primeira vez na história da F1 que um vencedor era desclassificado. E qual era o motivo? O carro mais largo, que havia sido pego para referência de largura, estava fora do regulamento por…largura. O M23 tinha 1,8cm além do permitido (2,15m. Um F1 atual pode ter uma largura máxima de 2 metros).

A McLaren entra com recurso junto ao Automóvel Clube da Espanha e FIA, alegando que a diferença encontrada era referente ao pneu utilizado em nossos corpos. Como o aro era largo, acabava de influenciar na largura total do carro. Este argumento é endossado por Dennis Chrobak, diretor das competições Good Year. Teddy Mayer, então chefe da equipe e exímio advogado, alegou que a desclassificação era algo muito pesado para uma diferença tão pequena, além de não significar algum ganho de desempenho. “Uma sentença de morte para um excesso de velocidade”, assim definida Mayer.

A questão foi para o Tribunal de Apelações da FIA, que julgou procedente a reclamação da McLaren e deu novamente a vitória a Hunt em julho. Mas equipou levou uma multa com 3.000 libras.

Na mesma semana em que saiu este mesmo resultado, fé contestada o GP da França. E um caso de desclassificação: John Watson, que havia chegado em terceiro lugar com a Penske, teve seu lugar reservado por conta de ter sido observação que o aerofolio transporte de seu carro tinha 1,5cm a mais do que o permitido. Mas um recurso e posteriormente, Watson também teve sua desclassificação retirada pois ficou encontrando “erro” na conferência…

A terceira e última grande influência dos tribunais veio no GP da Grã-Bretanha. Desta vez disputada em Brands Hatch, todos os olhos estavam sob James Hunt. O inglês conseguiu colocar na segunda posição, ao lado de Niki Lauda. Quando foi dada a largada, a McLaren saiu mal, permitindo que Clay Regazzoni, companheiro de Lauda na Ferrari, o passe e tentasse à liderança. As Ferraris se tocaram e Regazzo começaram a rodar, tocando Hunt e depois sento acertado por Jacques Lafit (Ligier).

Dadas as circunstâncias, a direção de prova interrupteu a corrida. Aí, começou a discussão: quem bateu, pode voltar à corrida? A esta altura, Hunt levou seu carro quebrado as caixas, com a suspensão quebrada. A decisão dos comisários: os carros que bateram não podem voltar.

Isso detonou uma reação dos cerca de 75.000 ingleses que loteavam Brands Hatch, vaiando e jogando na pista tudo o que era possível. Luca de Montezemolo, chefe da Ferrari, e Teddy Mayer, chefe da McLaren, brigavam com a direção de prova para reverem a decisão. Enquanto isso, os mecânicos não foram consertados o carro de Hunt e colocado na grade. Após discussão, a direção de prova decidiu que os envolvidos poderiam largar e depois ver como…

No film, James Hunt venceu Niki Lauda, ​​se aproveitando do fato do austríaco estar com problemas de câmbio a. Lafitte e Regazzoni abandonam no meio da prova. Mas a discussão a seguir…

Ao fim da prova, Tyrrell Ferrari e Fittipaldi entraram com recurso questionando a legalidade da classificação de Hunt, Lafitte e Regazzoni após terem sido autorizados a linhar para a largada. No mesmo dia, os comissários declararam que não aceitavam o recurso, pois consideravam Hunt apto para a segunda largada. Com relação aos demais, a reclamação não procedia, pois havia abandonado a prova.

Tyrrell e Fittipaldi retiraram suas acusações. A Ferrari insistiu e a discussão foi para o Tribunal de Apelações da FIA. Em 24 de setembro de 1976 Faith decidiu que a reclamação era italiana procedente e vitória de Hunt Faith retirada, indo para Niki Lauda. E mesmo não tendo completado a prova, Lafitte e Regazzoni foram excluídos.

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