Menino de 10 anos é atingido no olho por sinalizador em jogo do Flamengo no Chile: ‘entrou feliz no estádio brasileira e chorando’, conta mãe | serra lagos norte

O que era para ser um momento de alegria se tornou um pesadelo na última quinta-feira (28) Durante o jogo do Flamengo e da Universidad Católica, no Chile. O pequeno Thiago Carvalho, de 10 anos, fé atingiu no olho por um sinalizador Durante a partida.

O menino é chileno, mas a mãe Daniele Carvalho é natural de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio. Ela acompanhava o filho no jogo que terminou com a hora brasileira por 3 a 2 no estádio San Juan de Apoquindo, em Santiago.

Morando há 14 anos no país, Daniele disse que o filho estava muito feliz e ela ainda estava compartilhando com ele a paixão pelo futebol e pelo Flamengo.

– Eu contei pra ele antes de tudo acontecer e ele cantando as fotos do Flamengo. Ele é chileno e cantando as musicas, tão bonitinho sabe? Com o sotaque dele espanhol. Eu tava feliz ali, tão tão – disse Daniele.

– De repente, meu filho entou feliz no estádio e saiu chorando com uma ferida no olho, é muito forte. O choro dele era uma coisa que eu queria fazer algo, a dor dele, mas eu não podia. Ele tava com dor, assustado. Imagina eu como mãe como me senti – completou a mãe.

Tudo aconteceu após o terceiro gol do tempo rubro-negro. Daniele diz que a torcida adversária ficou furiosa e começou a tirar coisas contra os flamenguistas. O filho estava ao seu lado e ela se colocou em uma posição para proteger-lo.

Ela foi jogar sozinha com o filho e que estava lá com os olhos, o menino no colo e desceu ele. Foi necessário pedir ajuda para as seguranças facilitarem o acesso.

– De repente olho pro lado e vejo meu filho caído no chão com sangue no rosto e chorando muito. Eu vou falar e vou reviver uma cena. Fé muito forte. Nunca vi meu filho chorar dessa maneira – relembrou Daniele emocionada.

Thiago sofreu um corte da ferida no olho direito. Ele está bem e não precisou ficar internado.

Thiago atendeu no estádio e não precisou ficar internado — Foto: Daniele Carvalho/Arquivo Pessoal

Ele recebeu o primeiro atendimento no estádio e depois levado para um centro médico. O médico passou revisou o fermento e remédios. A mãe falou que ficou muito aflita ao saber que por milímetros o não ficou cego.

– Dentro de tudo o Thiago tá assustado, com medo de voltar a um estádio de futebol. Isso que me dá mais pena, a impotência. Ele estava tão feliz lá, desfrutando, cantando, dançando e de repente isso aconteceu Ele tá com medo de voltar a um futebol, porque ele vitima dessa marginalidade que as pessoas estão esperando para o estádio. Foi muito cruel para uma criança de 10 anos que tava lá feliz. Ela tava radiante.

Era a segunda vez que a menina ia a um estádio ver um jogo do Flamengo. A primeira tinha sido em 2017, também em São Carlos.

Mãe e filho no estádio antes do acidente — Foto: Daniele Carvalho/Arquivo Pessoal

– Ele tava feliz lá, queria ver o Isla que é chileno. Vendo um jogador chileno jogando pelo tempo da mãe dele, que ele gosta. Vai ser um processo largo para superar isso, mas ele é uma criança forte e vai superar.

Um vídeo gravado pela mãe mostra o pequeno no meio da torcida cantando e pulando antes de tudo acontecer: “Dale, da oh, men do meu coração”, canta. Veja o vídeo abaixo

Thiago, de 10 anos, comemorando antes de ser atingido no olho em jogo do Flamengo no Chile

Daniele fala que o mais irônico é que no Chile tem um projeto chamado ‘Estádio Seguro’ e conta que quando foi para o estádio com o filho, levou um guarda-chuva de plástico, pois havia chovido no dia anterior, mas foram revistasdos e não conseguiu entrar com o guarda-chuva.

– Como que os torcedores da Católica entraram com pedra? Não venha dizer que tinha pedra na arquibancada. Apesar de ser pequeno, é um local bonito e ornamentado. Não tem como entrar com pedra. Uma garrafa de vidro? Os sinalizadores?, questiona.

Sinalizadores donos da torcida do Flamengo em jogo no Chile — Foto: Daniele Carvalho/arquivo pessoal

A fala que viu as pessoas jogando então como coisas na direção dos torcedores, que eram pessoas que foram separadas de outro grupo, então dava pra quem era. Ela dia que falou com um policia que sabia quem era, para levar ela que identificava a pessoa, mas o policial não fez nada.

Ela prestou depoimento para Conmebol no dia do jogo.

Além dos ataques à torcida, o jogo também fé marcado por atitudes racistas de um torcedor da Universidad Católica que imitou um macaco na direção dos flamenguistas.

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