Luís Castro avalia derrota para o Corinthians na estreia: ‘Obriga-nos a evoluir muito mais rápido’ | botafogo

Em sua primeira partida oficial como chefe do Botafogo, o técnico Luís Castro não pode ficar de fora devido a disputas trabalhistas. Dos camarotes do Estádio Nilton Santos, os portugueses assistiram a derrota do Corinthians por 3 a 1 neste domingo na estreia no Brasileirão. No final do jogo, o técnico admitiu que a equipe ficou muito aquém das expectativas no primeiro tempo e explicou algumas escolhas táticas. VS

– Essa derrota acontece por causa disso, mas também por algumas outras coisas. Os dois primeiros gols que sofremos, um foi um passe que fizemos na frente da área do Corinthians e passamos pela transição que terminou em gol. Na outra demos o contra-ataque que levou ao canto, uma saída retardada que deixou o jogador (Mantuan) em posição de golo – disse Luís Castro.

– Num jogo deste nível, contra uma equipa de grande capacidade, todos os erros são fatais. É claro que contra equipas de nível superior, é fundamental terminar o jogo a 11 e não cometer erros como os que cometemos ao longo do jogo. Uma vitória merecida do Corinthians por tudo que fez e que nos obriga, no momento da construção onde estamos, a construir muito mais rápido e a ter consciência dos nossos erros – continuou.

Luis Castro, Botafogo — Foto: Davi Barros

O técnico também explicou o motivo da colocação do meia Chay na ponta direita, posição em que o jogador não costuma atuar.

– Vários jogadores não jogam há muito tempo. Alguns nunca jogaram na Série A. É uma combinação explosiva que depende de muito trabalho diário. Chay jogou à direita enquanto nossa construção era feita em três. Assim, o crescimento de Saravia trouxe Chay para dentro, para a posição que ele ama com Piazon para trabalhar nas costas de Erison. Com esses movimentos não podemos errar porque eles são mortais e abertos.

Banner Estreia Brasileirão — Foto: Reprodução

A próxima reunião de Botafogo está marcado para o próximo domingo (17), contra o Ceará, às 19h, fora de casa. O jogo é válido pela segunda rodada do Brasileirão. Até lá, a tendência é que Luís Castro e os restantes estrangeiros da sua comissão técnica tenham os seus documentos para poderem treinar a equipa à beira do relvado.

Veja os outros tópicos abordados pelo técnico:

– Temos uma tarefa difícil que é construir o Botafogo na estrutura que temos, é um processo de construção difícil. Gosto quando o time ganha a bola e seu primeiro pensamento é atacar o gol adversário com velocidade. Quando temos a bola, gosto que seja uma equipa que constrói com todos os jogadores envolvidos, a equipa que avança em conjunto porque quando perde, a equipa toda junta pode ganhar a bola. É isso que eu quero. É a minha ideia do jogo que agora está mais ou menos adaptado aos jogadores que temos. Mas durante o jogo, em algum momento, tivemos mais posse de bola, mas buscamos o gol como deveríamos? Às vezes não. Quando perdemos a bola e fizemos um contra-ataque? demonstrações. Estamos perdendo bolas em áreas onde não deveríamos? Sim. Espero que tenhamos um time que se atenha à minha ideia de jogo, se durante a construção virmos, como vimos na primeira parte do jogo, que estávamos fazendo mudanças e desviando um pouco do que havíamos planejado porque os jogadores não conseguiram Se não fizer isso, vamos para o outro lado. Acho que nós, treinadores, temos que querer o que a equipe pode dar. Querer o que a equipe não pode dar é lutar contra moinhos de vento, lutar contra o muro.

Quando a equipa se parecerá com o Luís Castro?

– Hoje o time não teve a cara da torcida. Hoje a torcida que tinha uma cara forte, foi fantástica. Ficamos aquém da multidão. Fomos derrotados. A equipe para evoluir é preciso conhecer a própria equipe, para criar uma dinâmica de grupo. Se chegam novos elementos, a equipa não é conhecida. Não é em duas ou três semanas que você vai se encontrar. No futebol, o tempo se compra com resultados. Precisamos de resultados para continuar o processo. É um processo difícil, mas espero em breve que a equipe tenha uma cara de vitória e uma dinâmica instalada. Hoje falava de espaço, tempo, que só se adquire com trabalho e tempo.

– Nós sempre iremos ao jogo para assumir. Pedi aos jogadores que fossem corajosos. Os jogadores estão começando a me conhecer. mas não posso ir ao jogo sem pensar em ganhar. Não cabe a mim construir uma equipe covarde. estamos tentando voltar ao jogo, a verdade é que o Corinthians foi melhor.

Sobre o posicionamento de Chay e Piazon

Cada vez que o ala sobe, é para aproveitar os espaços para o ala entrar. Se o ala é Chay que tem uma característica de 10, a equipe é composta por uma equipe ascendente, com Chay se aproximando de Piazon. Muitas vezes o jogo não é teoria, é muita prática. Na prática, os movimentos estavam mortos. Porque nossos homens na frente não deixaram nenhuma possibilidade de encontrar espaço nas entrelinhas. Fomos homens de aproximação no primeiro tempo e mais alongados no segundo tempo.

Sobre a entrada de Diego Gonçalves.

– Precisamos ter mais jogadores. Isso é algo que já discutimos internamente. Todos nós temos essa consciência. Todos os habitantes de Botafogo têm essa consciência. Diego Gonçalves joga na esquerda, mas precisávamos de profundidade nessa área. Porque quando mudamos para 4-3-3, precisávamos de mais profundidade nas pistas. Tivemos no corredor esquerdo, mas o Corinthians fechou muito bem esse lado. Victor (Sá) fez dois gols na lateral esquerda, mas não teve muito mais, pois o Corinthians fechou bem. Então tivemos que procurar outro jogador porque um time não pode se inclinar para um lado. Torna-se muito previsível, e fomos muito previsíveis na primeira fase. Então coloquei Diego Gonçalves. Ele é uma boa alternativa à direita, embora seja esquerdista. Hoje fez um bom trabalho.

Sobre o desempenho do Corinthians

– A equipe se preparou para a partida ao longo da semana e sabia o que fazer. Não podemos olhar para nós mesmos sem olhar para nossos adversários. Não podemos separar isso do que estamos fazendo e do que o adversário está fazendo. O que fizemos e o adversário não largou não correspondeu às nossas expectativas. O Corinthians foi muito melhor no primeiro tempo. Foi bem merecido. Assim como merecíamos vencer o segundo tempo.

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