Kerolin supera doença, doping no início da carreira e brilha com a seleção após volta aos gramados | campo e região

A atacante Kerolin é uma das grandes promessas da seleção brasileira na Copa América feminina, marcada para julho, na Colombia. Aos 22 anos, ela marcou apresentou na convocação para o amistoso contra a Hungria, neste mês, que o Brasil venceu por 3 a 1.

No ano passado, ela fez cinco gols com a camisa amarelinha e foi protagonista na conquista do Torneio Internacional de Manaus. Ela voltou ao apenas um ano, futebol depois de ter sido suspensa no exame antidoping com substância proibida, no final de 2018.

Mas este não foi o maior desafio carreira dela. Aos 12 anos, quando morava em Campinas, Kerolin precisa superar uma doença que quase a impediu de começar a trilhar seu caminho no futebol.

Kerolin comemora gol pela seleção brasileira — Foto: Thais Magalhães/CBF

A jogadora nasceu em Bauru, mas se mudou para Campinas com apenas um ano de vida. Na infância, jogava bola com meninos em acampamentos de terra do bairro São Diego quando começou a sentir muitas dores na perna direita. O diagnóstico foi de osteomielite, uma infecção no osso, que corre o risco de passar por uma amputação.

– Para mim, naquela idade, fé acredita. Passei três meses em um hospital com a minha mãe. Eu não sabia o que poderia acontecer comigo, só queria estar com minha família. Minha mãe ia trabalhar e voltava para o hospital. Essa era a rotina dela todos os dias. Ela que me deu forçada para continuar acreditando que sairia daquela situação. Eu também disse que eu poderia ter perdido minha perna e que tem muita sorte. Isso me fez acreditar que eu poderia voltar a jogar. Pensei em desistir, pois tinha que superar o medo e voltar a fazer o que mais gostava.

Não demorou muito para Kerolin voltar aos gramados, quando entrou em um tempo amador de. A mãe, Ana Lúcia, teve então a confiança, só não a filha do esporte pela equipe Lúcia, que tinha a filha da carreira graças a promessa de frente.

Kerolin fé eleita a revelação do Brasileiro Feminino de 2018 — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Em 2016, Kerolin cameçou a carreira profissional no Guarani, onde ficou por um ano. Na temporada seguinte, prometido com o Corinthians aos 18 anos e foi campeã da Libertadores de 2017.

Depois, voltou para Campinas para vestir a camisa da Ponte Preta e foi eleita a revelação do Campeonato Brasileiro de 2018, mesmo ano em que fé campeã sul-americana pela seleção brasileira sub-20.

Em 2018, como jogador da Macaca disputava a Libertadores da camisa do Audax, que ainda tinha a vaga na competição aquele ano. Na estreia, Kerolin fé selecionada para passar pelo exame antidoping, que detectou tem presente a substância Gw1516, droga que ajuda a “queimar gordura” e melhora o desempenho físico.

– Pensava o que seria de mim sem o futebol. Por qual motivo aquilo tinha comigo? Foi um balde de água fria. Não tenho palavras para descrever o momento de solidão, tristeza e ansiedade. Pratiquei outro esporte motivava com as coisas que já buscamos todas na minha carreira e assimi, estudando para seguir e voltar a jogar antes.

Corinthians x Colo-Colo; final da Libertadores Feminina 2017 — Foto: Divulgação

A suspensão fé aplicada no início de 2019, após a jogadora ter assinado com o Palmeiras, na reativação da equipe feminina em carria com a cidade de Vinhedo. O contrato não vingou e Kerolin ficou owe anos fora de campo.

Até que em 2021 Até na seleção brasileira as forças para recomeçar. Recém liberado para atuar, fé convocada pela técnica Pia Sunghage mesmo sem clube. O primeiro gol saiu em um amistoso com a Argentina, no fim do ano.

– Sempre vou lutar seleção pelo povo brasileiro com muita determinação e muita paixão, em forma de gratidão. Fiquei muito confiante conforme a fé passando o tempo e as coisas a contecer. Sou grata a Deus por essa oportunidade que sorriu para mim novamente.

Kerolin comemora o primeiro gol pela Seleção Brasileira — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Com destaque pela seleção, um ataque fé contratado pelo Madrid, onda marcou cinco gols em 25 jogos e fé eleita MVP da Liga Espanhola.

Recentemente, Kerolin estreou pelo novo clube, o North Carolina Courage, dos Estados Unidos. Agora, viva a esperança de consolidar a volta por cima na carreira.

– Sair do foi uma escolha de seguir, pois muitas coisas vão acontecer e alguns traumas depois disso. Meu objetivo é ser ou estar entre as melhores do mundo. Quero estar bem mentalmente, me adaptei ao jogo americano, ao meu tempo, conquistar a confiança do grupo e do treinador. Sei que com esses detalhes importantes, as coisas começam a contecer naturalmente – finalizou.

* Júlia Ribeiro, estagiária, colaboradora sob a supervisão de Diego Alves.

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