Gerente da base do Corinthians aconselhou: “Nossa geração 2003/04/05 é uma das melhores do Brasil” | corinthians

Adson, Du Queiroz, Giovane, Mantuan, João Victor, Matheus Donelli, Lucas Piton, Raul Gustavo, Roni, Xavier, Robert Renan, Wesley, além Maycon, Fagner, Willian e Jô. Comumente? Todos os atletas que entraram em campo pelo profissional do corinthians em 2022 e são formadores nas categorias de base do clube.

Para que a linha de produção siga ativa, muito trabalho. É o que project André Figueiredo, manager do futebol do departamento de formação, que está no cargo há cinco meses, em entrevista ao idade.

– O que faz brilhar os olhos é ver um atleta que a gente captou, formou, fazer a transição no profissional, pegar e ser vendido. Esse é o grande objetivo. Óbvio que o futebol cobra vitórias, a base precisa ganhar, mas não precisa ser de qualquer jeito. Temos que ganhar jogadores. Os clubes dificuldades financeiras, e a base vem para que esses custos lá em cima diminuam. Ganhar é bom, brilha os olhos no momento, mas o resultado final é ver o atleta chegar ao profissional.

Ex-jogador de futebol e com experiências profissionais em clubes como Atlético-MG, Chapecoense e Ceará, André Figueiredo diz que seu objetivo é um sub-20 com jogadores que já influenciam no ambiente do clube. E garante: há uma boa geração chegando por aí.

– Se você tem o objetivo de formar jogadores, se tiver de contratar o jogador no sub-20, está formando mal. Claro que tem uma ou outra deficiência de alguém que machuca no decorrer do ano ou alguma posição que vai atrás e não acha. Agora, se tiver de montar um time-20 para ganhar um Paulista ou ganhar uma Copa São Paulo, você está dando um tiro no pé, sinal que não formou ninguém lá embaixo. Hoje temos uma geração 2003/2004/2005 que é uma das melhores do Brasil. Ano passado ganhamos o Paulista sub-17 com a geração 04/05. A 04 sub esse ano para o sub-20.

André Figueiredo, gerente de base do Corinthians — Foto: Agência Corinthians

Veja mais trechos da entrevista:

ge: Gostaria que você se apresentasse ao torcedor do Corinthians…

– Sou um ex-atleta. Assim que parei de jogar, contratado no Atlético-MG como coordenador de captação, depois de um ano virei gerente de futebol, fuja crescendo a virar diretor do profissional. Fiquei seis meses, depois mudei a diretoria e saí. Fui para a Chapecoense no profissional também. Depois coordenador técnico da gripe em Dubai no Al Nassr, vim para o Ceará para reestruturar a categoria de base, recebi o convite do Corinthians e vim para esse desafio bem grande.

Você chegou ao Corinthians em dezembro, um mes antes da Copinha, em que o Timão caiu cedo, na terceira fase. Quais foram as primeiras decisões a tomar?

– Logo Cheguei ao Corinthians após a saída de Carlos Brasil. Ele trouxe alguns funcionários, acabou que teve alguns estresses aqui e isso era claro. Cheguei com a preparação da Copinha feita, só acompanhei e fiz observações para ter um norte nosso retorno. Uma saída precoce na Copinha, a relação com o clube e Diogo Siston, que é um grande profissional, estava um pouco desgastada e ouvimos que não valia a pena seguir. Tinhamos o Danilo num sub-23 que se desfez e o aproveitamos no sub-20. Em, trouxemos o Guilherme Dalla Déa, para a sequência sub-17, um campeonato mundial, e estamos paulatinamente tentando organizar as coisas, com outro entendimento e visão. E agora começaram os campeonatos (Paulista sub-15, sub-17 e sub-20).

Você fez muitas mudanças de pessoal na base?

– Quando eu cheguei, me perguntaram se eu queria trazer alguém, e eu disse que ia avaliar quem estava aqui. Isso levaria seis, sete, oito meses, ate porque devo série de ferias praticamente. A gente precisa conhecer os profissionais para saber se são competentes ou não. Neste processo, alguns pediram para sair, e quando foi para substituir, pegamos alguns da casa e outros de fora. Mas não foi minha exigência, fé necessidade. Ainda estamos fazendo estimativas e não queremos cometer injustiças. Nem mandar profissional competente embora porque tenha fé no Yamada que trouxe o Carlos Brazil. ser justos.

Que profissionais você contratou?

– Eu trouxe o Pedro Moreira, que entrou no lugar do Glauber (gerente de operações), que pediu para sair, o Gustavo Loddi para um cargo administrativo, já que o Erick pediu para sair, além do Guilherme Dalla Déa (técnico) para o sub-17 e absorvemos o Danilo e a comissão do sub-23 para o sub-20.

Danilo, treinador do sub-20 do Corinthians, durante estreia no Brasileirão — Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. corinthians

Como foi o processo da chegada do Danilo no sub-20? Trata-se da categoria mas vista na base…

– Se alguém precisa ganhar na base, é o sub-20 (risos). Mas aí tem um contraponto. Se você forma muito e o profissional absorve seu jogador aos 19 anos, fatalmente você enfraqueceu seu tempo sub-20. E aí você pode não ganhar, pois tem que passar por meninos do sub-17. Se perde deve ou três atletas da base, acontece isso. Mas isso também é bom, sinal de que está botando jogadores lá em cima. Mas enfim, o Danilo estava no clube com algum tempo, quando tive a ideia de preparar o Danilo para o sub-20, um cargo top na base, e quando tiramos o Siston veio o nome dele. Depois, pelo Gustavo Almeida optar por sair, trouxemos o Dalla Déa para a função dele no sub-17.

Como tem sido integração com o departamento profissional? Quase diariamente vemos atletas da base treinando com o time principal…

– Tenho uma relação diária com o Alessandro (gerente de futebol). A decisão de quem passará por vários contextos. estavam sem campeonatos na base, e subindo todas as atletas que eram interessantes para o Vítor Pereira conhecer. Neste momento, foram elaborados os jogadores, e os jogadores de base precisam jogar. Ficar no profissional só treinando fazendo perder o jogo inteiro, a questão de jogar um jogo inteiro. Hoje a prioridade é do profissional, mas temos um jogo, a gente para que ele jogue. Aí colocamos outro lá em cima para completar o treino. A integração existente, temos conversado semana a semana para tomar a melhor decisão para o clube.

Como tem sido o processo com o zagueiro Robert Renan, que já estreou no principal aos 18 anos e hoje tem sido levado para muitas partidas do profissional? Ainda considerado ele do sub-20?

– Robert desde o início do ano é o atleta que mais tem estado lá em cima. Tem alagado no banco, tem entrado, teve oportunidades. Mas é um atleta que ano que vem ainda é sub-20. Vemos o Robert como um atleta em transição, mas não podemos definir ele lá em cima, amanhã acontece alguma coisa, o Corinthians contrata algum outro zagueiro, ele fica ocioso, e não tem razão de não descobrir para jogar, para que ganhe ritmo de jogo. O grande problema do atleta que sobe e não joga mais é que quando precisa deles, estão sem ritmo. Aí vem um mais novo que eles, em ritmo, e melhor. Esse ritmo é diferente. Robert está muito mais lá em cima do que aqui na base. Quando o profissional ouvir que vai usar pouco, deve pedir para ele manter a forma conosco. Esse é o processo ideal, o atleta ir transitando ate que amadureça o suficiente para estar lá em cima e não descer mais.

Tem sido mas difícil gerenciar 100% dos profissionais?

– A lei não favoreceu muito os clubes. Trouxeram um mercado do profissional para a base, em relação a percentual, a luvas, a salário alto, que é prejudicial ao menino quando acaba por ter muito dinheiro. Leva uma responsabilidade que não deveria ser dele, de sustentar a casa aus 16 ou 17 anos, pois ele ganha mais que os pais juntos. E tendo uma cobrança por ele de assumir contas, é prejudicial, ele acabou perdendo o foco que deveria estar só no futebol. Mass esse mercado desceu para a base. A ideia é que o Corinthians fique com o maior percentual, de preferência 100%, que nem sempre é assim, mas sempre brigando por isso.

Como tem sido a lapidação do Pedro?

– Além do desafio de achar uma grande pedra preciosa, tem o desafio de lapidá-la e transitar no momento certo. Pedro é, sem dúvida, um atleta de destaque da base. Um menino que queimou etapas. Era sub-15, jogou no sub-17, hoje é titular da seleção sub-17. É uma pedra preciosa como outras que temos, alguns amadurecem mais rápido. Temos bastante atletas de qualidade aqui, e esperamos que a gente acerte com o Pedro. Ele já é titular do sub-20, já treinou no profissional. Fisicamente é muito forte, tecnicamente é excelente, a gente só não consegue a transição quando chegar no, se vai funcionar um jogo no aspecto psicológico. Ele tem dado mostras de que vai conseguir.

Pedro, atacante de 16 anos, completa o treino do Corinthians — Foto: Rodrigo Coca/Ag. corinthians

Quais as metas do departamento para 2022?

– Demonstramos uma captação massificada ou massificada do sub-15 para baixo, para realmente formarmos atletas com DNA do Corinthians, um atleta que vivencia o clube por cinco. Um atleta que chega aos 20 anos, quando vai jogar com a torcida, às vezes sent. Faz diferente. Estreamos na Copa São Paulo com quase 15 mil pessoas. É uma vantagem que o jogador do Corinthians tem, essa interação com a torcida cedo, ele se adapta cedo. Um atleta que chega aos 14, chega aos 20 com seis anos de Corinthians. Então queremos essa captação. Sóbrios os objetivos, queremos ser campeões, claro. Mas um segundo objetivo já é chegar pelo menos nas semifinais de todos os campeonatos brasileiros que disputam. Um terceiro, é botar jogador de qualidade no nosso profissional.

— Foto: Reprodução

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