Galo e Botafogo ignoram justiça pelas placas, empresa cobra multa

com Igor Siqueira

Na disputa pelo direito da chapa brasileira, cinco clubes – Botafogo, Coritiba, Atlético-MG, Atlético-GO e Avaí – descumpriram uma ordem judicial que os obrigava a usar patrocinadores nos jogos do final de semana. A empresa Sport Promotion exigirá o pagamento de multas no valor de vários milhões. A alegação das equipes é que eles conseguiram contratos em melhores condições.

A guerra comercial começou quando 11 clubes optaram por rescindir o contrato com a Sport Promotion que explorava as placas brasileiras desde 2019. Eles decidiram assinar com a empresa Brax, que oferecia uma oferta melhor e também pagaria a multa pelo descumprimento. Além das 11 equipes, o Botafogo também decidiu não cumprir mais seu contrato.

Em resposta, a Sport Promotion entrou com uma ação para forçar os clubes a manterem seus contratos de matrícula.. A liminar foi concedida pela 40ª Vara Cível do Rio de Janeiro, que foi mantida pela segunda instância. Por decisão, os 11 clubes terão que apresentar os patrocinadores da Promoção Esportiva. A multa foi de R$ 100 mil por dia de descumprimento.

Além disso, outra ação movida pela empresa contra o Botafogo pela manutenção do contrato, também teve decisão favorável , que deve adotar todas as medidas necessárias para garantir o cumprimento, sob pena de multa fixa de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais)”, disse o juiz Marcelo Nobre de Almeida.

Mas Avaí, Botafogo, Coritiba, Atlético-MG e Atlético-GO decidiram não mostrar as marcas da Sport Promotion na primeira rodada do brasileiro. Os clubes que assinaram com a Brax utilizaram as placas com os patrocinadores fechados com esta empresa, como Betano, Pixbet e Bet Nacional.

O clube alvinegro, que virou SAF e foi comprado pelo americano John Textor, resolveu expor as marcas próprias do Botafogo.

Questionado, o Atlético-MG indicou que o contrato com o Brax é muito mais vantajoso para o clube. “Não só pelo serviço prestado, mas também no aspecto financeiro. As condições são muito melhores do que as vistas no contrato anterior”, informou o clube. O conselho de atletismo disse que não comentaria as decisões do tribunal.

Coritiba, Atlético-GO e Botafogo não retornaram o contato estabelecido pela reportagem, e representantes do Avaí não foram encontrados. Segundo o blog, a diretoria do Botafogo alega que sua SAF não tem contrato com a Sport Promotion. Fortaleza e Fluminense, por sua vez, decidiram respeitar a decisão da corte e exibiram placas da Promoção Esportiva, que incluem patrocinadores como a Sportingbet.

Os advogados da Sport Promotion já entraram com um pedido para que os clubes paguem multa. Chegaram a pedir à Justiça que aumentasse a multa de R$ 100 mil para R$ 1 milhão por dia.

No sábado, antes da rodada, a Sport Promotion publicou a seguinte nota:

“Na sequência de uma notificação recebida pela Sport Promotion de 11 clubes que pretendiam rescindir abruptamente o contrato de cinco anos com o responsável pela comercialização da comunicação da orla dos relvados do campeonato brasileiro da série A, apenas dez dias antes do início da competição, sem diálogo ou negociação.

A Sport Promotion viu-se obrigada a procurar a justiça e a procurar medidas para proteger e garantir os seus direitos e os dos seus parceiros comerciais, para manter as melhores práticas e garantir o contrato assinado em 2019.

Ainda na noite desta quinta-feira, 7 de abril, a juíza do Rio de Janeiro, por meio da 40ª Vara Cível, determinou que os clubes cumprissem o contrato firmado com a Sport Promotion, por meio da Excelência Juíza Simone Gastesi Chevrand, que foi acatado pela juíza Inês da Trindade. Chaves de Melo, enfrentando um apelo promovido pelos 11 clubes.

Desta forma, todos os clubes continuarão a manter o contrato, caso algum deles não cumpra a ordem judicial, a Sport Promotion reivindicará todos os seus direitos nos termos da lei, incluindo a aplicação de multas por incumprimento da ordem judicial concedida. .”

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