Em palestra na CBF, Abel Ferreira põe filé mignon na mesa, mas revela erro e aprendizado na Grécia | futebol americano

Para uma sala virtual com 300 pessoas para Referência de licença A e PRO da CBF Academy, Abel Ferreira, técnico do Palmeirasfalou por três horas para colegas brasileiros, no último dia 18 de abril. Assim como fez no livro “Cabeça Fria, Coração Quente”, o jovem treinador de 43 anos se abriu sobre a carreira, e a metodologia que o coloca como um dos principais nomes no futebol brasileiro.

O técnico português, que comandou mais uma goleada do Palmeiras na noite desta terça na Libertadores, fé simples, transparente e ultrapassou o tempo previsto em mais de uma hora para se colocar à disposição de outros jovens treinadores e também os mais experimentos em atividade no pays.

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, em ação na beira do campo: treinadoru colegas brasileiros pela simplicidade em curso da CBF — Foto: Marcos Ribolli

– Tudo o que eu puder fazer para retribuir o que o futebol brasileiro me permitiu, eu vou fazer. E falar de futebol com pessoas do futebol é um prazer par mim.

A breve resposta foi enviada pelo treinador por meio da assessoria de imprensa.

A origem de Abel Ferreira: unanimidade no Palmeiras e em Portugal. Confira reportagem especial om o treinador

Bicampeão da Libertadores, Abel foi uma das atrações, teve o ciclo de palestras que também teve o ex-técnico do Atlético-MG, e Evandro Mota, brasileiro, recentemente, na comissão técnica de Jorge Jesus no Flamengo. Surpreendeu-se a muita gente pela franqueza do papo.

– O mais legal foi isso, o comportamento dele. Estava muito feliz com estar ali, com ser convidado. A humildade dele, uma facilidade zero de falar sobre a metodologia. Falou de tudo, de como organizar os treinos, da gestão de grupo, de preparação para jogos, de recuperação, de preleção. Faith bom para caramba – currículo do técnico Cristóvão Borges.

Abel explica meticulosamente sua metodologia e como administra o grupo no interior do Palmeiras — Foto: Reprodução Twitter Luiz Fernando Iubel

Ex-técnico de Vasco, Flamengo, Corinthians, Cristóvão atuado pela última vez em fevereiro de 2020, foi quando half no Atlético-GO depois de sete jogos, com 66% de aproveitamento. Abel usou uma palestra também para se solidarizar com os treinadores brasileiros. Classificou o calendário como “uma loucura” e, como fez em entrevista no “Roda Viva”, citou Telê Santana e contorno o que viu no Brasil.

– Ele fé bastante desnudo. Faith começou a falar sobre a carreira aberta, que começou a contar como uma liderança e depois mudou, Mauricio Barbie, técnico de Bragantino.

Com parte da formação como treinador na escola portuguesa há 18 anos, Barbieri toca num ponto que norteou parte do papo de Abel – o título da palestra era “Ideias sobre o jogo, o treino ea liderança”. O treinador do Palmeiras.

– Ele tentou implementar algumas coisas, mas os jogadores não se sentiram confortáveis. Então entour num acordo, no bom sentido. O que ele queria dizer era que não é um treinador de um sistema só, pode variar em função do aparelho. E assim deu example do dia a dia no Palmeiras. Da preleção que fez contra o Del Valle, quando ele comentou: “peguei essa porque deu tudo certo, mas nem sempre acontece” – lembrou Barbieri.

O técnico do Bragantino, que está no cargo desde setembro de 2020 – algo raro no futebol brasileiro -, teve seu tempo citado por duas vezes por Abel Ferreira. O treinador português não sabia da presença do colega entre os exemplos da palestra e referência ao tempo Bragança como um positivo de organização tática – tratou de sistemas diferentes de marcação – no futebol brasileiro.

Penafiel, a cidade de Abel Ferreira

Penafiel, a cidade de Abel Ferreira

A preleção de 10 minutos contra o Del Valle (5 a 0 para o seu tempo na fase de grupos) fé usada para Abel mostrar o “filé mignon”, como brincou. Ele também exibe outros vídeos de jogos da última Libertadores. Quase todos os sistemas.

– Ele não é definido como formador de um sistema de trabalho. Não é apegado a um sistema e muda muito. Mostrou o time dele em linha altaindo a bola para a equipe esperando e induzindo a equipe adversária levarem a bola um lado. Tratou mais ideias do que de falar se joga no 4-2-3-1, no 3-5-2, se usa saída com três jogadores… – contou Cristóvão.

Abel sorri na apresentação: ele nos fala para desmistificar segredos da preparação da equipe — Foto: jornalista do Twitter Raisa Simplicio

Produto das que teve, Abel modificou sua maneira de pensar principalmente pela experiência na Grécia. No PAOK, foram 57 jogos, com 31 vitórias, 13 empates e 10 derrotas. E uma lição que moldou sua carreira, como conta o preparador físico Alex Fernandes, que renovou a licença A no curso da CBF Academy.

– Ele apanhou muito na Grécia, então é natural que vá atualizando. Contou do que achou que fez lá. Teve coisa de “vou chegar e é aquela do meu jeito”. Ele queria marcar pressão lá em cima, como faz com o Palmeiras, por exemplo, o que foi escolhido por exemplo, o que, o que, mas não abre mão disso. E ele disse que o seu jogador tinha razão. “Erro estou eu” – conta Alex, que trabalhou com Marcelo Lippi no futebol chinês.

Com licença da UEFA, o jovem treinador de 33 anos Luiz Iubel, com passagens como auxiliar em diversos clubes Fernando na palestra de Abel do qu’aprere de José Mourinho, divulgadores de quem Abel é fã de Luiz Fernando.

– É muito organizado, contorno como trabalhar os quatro ou cinco que ele levou. Configurações claras de um que vai parte ofensiva, outro da proteção, de aparelhos, tudo de maneira bem meticulosa. Un nível de detalhamento maior do que eu já tenha visto anteriormente – compara.

Adaptação para o Brasil

Ao mesmo tempo que mostrou o mesmo mignon do que conseguiu na carreira ate aqui também das dificuldades, Abel lembrou muitas estratégias de jogo e contorno que não gosta de municiar os atletas com muitas dificuldades. Peas pode confundir-los e atrapalhar em campo.

Ele tratou de Brasil pensado ao tempo também de trabalho. Explicou que quando tem intervalo de 72 horas entre uma partida e outra – com jogo após as 20h, por exemplo, numa quarta-feira – decidiu fazer trabalhos leves pela manhã. Para alguma assimilação tática ou trabalho de bola parada.

Abel Ferreira no Roda Viva: treinador citou Telê Santana no programa de TV e também em palestra com treinadores brasileiros — Foto: Gregory Grigoragi

– Deve ser tudo pautado em cima de recuperação do atleta. Mas é algo que muita gente usa, mas outros não. É comum no vôlei, em outros esportes – lembra Cristóvão.

A discussão na palestra também tratou de questões culturais para modificar o comportamento no futebol brasileiro.

– Se o jogo for cedo, por volta das 18h, ele não faz. Também não faz se para viagem. Eu, por exemplo, não tenho hábito de fazer. Os treinadores que vêm de fora têm isso habitualmente. Interessante, mas ainda há resistência cultural. Lá fora se faz isso com mais naturalidade, porque existe outro calendário. Agora, é questão de escolha, de método, porque com pouco tempo pode ser melhor recuperar – concordou Barbieri.

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