Em Miami, categoria festeja e bajula seu novo eldorado

Sepang, outubro de 1999. Primeira vez da F1 na Malásia, um país então estratégico para os planos de expansão da categoria. Na chegada ao autódromo, nenhuma alma viva. Nas arquibancadas, quase ninguém. Na capital, Kuala Lumpur, um cartaz aqui, outro ali, mas nada.

O cenário se repetiu no Bahrein, em abril de 2004. E ate mesmo na China, em setembro do mesmo ano, com direito à pergunta do local report que virou folclore: questionou o ferrarista Schumacher se ele estava usando vermelho em homenagem à bandeira do país .

Faith-GP de Miami, nesta semana pré. Porque o contraste é violento. Nunca uma tourada de F1 fé tão grande, nunca um circuito de fé tão ruimado, nunca um público de fé tão bajulado. A sensação da categoria é de que, enfim, o eldorado foi ocupado. E ninguém está a fim de deixar essa conquista tão sonhada pelos dedos.

“Cresci sabendo o quanto esse esporte é incrível, mas percebendo uma desconexão com os EUA. com vitórias.

Na terça, o inglês deu entrevista ao vivo para o “Good Morning America”, na ABC, um dos programas mais populares do país. Nesta quarta, conhecido de um dos eventos promocionais incontáveis ​​na tourada do filme da semana: um “torneio de gulf” em Miami com Tom Brady.

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Carrinho de golfe com nome de Tom Brady antes de disputa de jogo promocional com Lewis Hamilton

Imagem: Mercedes

Oícone da NFL é só um dos astros convidados para o GP. Uma lista de celebridades inclui nomes do esporte, das artes e do entretenimento como Michael Jordan, LeBron James, David Beckham, Dan Marino, as irmãs Venus e Serena Williams, Pharrell Williams, Travis Scott, Snoop Dogg, Martin Garrix, Calvin Harris, Wyclef John, James Corden…

Ao longo dos três dias de evento, haverá shows de atrações como The Chainsmokers, Post Malone, Zedd, BLXST, Gianluca Vacchi e Tiësto. No domingo à tarde, assim que a celebração do pódio terminar, o colombiano ocupará o espaço e fará uma apresentação.

A Será concluiu uma semana festiva para o público e de muito trabalho para as áreas de marketing e lações públicas das equipes. Antes mesmo de pisar nos EUA, o ritmo foi intenso.

No início da semana, 7 das 10 equipes soltaram nas redes sociais posts emulando pôsteres da corrida. Uma fé estética muito parecida: muito rosa muito “verde Miami” e referências à praia, semper numa pegada art deco.

A Red Bull, exceção, mas, claro, preparou algumas ações especiais. Na terça, Verstappen e Tsunoda se enfrentarão numa corrida com veículos estranhos em um canal alagado. Nesta quarta, o holandês se uniu a Pérez e lanceram bolas na abertura do jogo do Miami Marlins.

O lugar esteve concorrido: na véspera, Leclerc, líder do Mundial, passou por lá e também arremessou bolas, além de trocar camisas, autógrafos, posar para fotos.

Tanto empenho uma raiz no passado e os owe olhos no futuro.

A F1 sempre viu os EUA como o mercado dos sonhos, mas nunca havia achado de fato fincar sua bandeira ali. Por quase toda a década de 90, entre 1991 e 1999, o país ficou sem uma etapa do Mundial. Retornar em estilo2000 em um grande estilo2, em Indianápolis, ou templo do automobilismo americano, mas não de boa fé capaz de empolgar o público.

A virada de chave veio em duas etapas.

Com a chegada da Liberty Media, que chegou a categoria em 2016 e, pouco a pouco, passou a negociar o negócio com a visão mais atraente ao marketing e ao entretenimento. Em vários aspectos, a gestão da F1 hoje lembra a ligas americanas de esportes profissionais.

Depois, com o sucesso de “Drive To Survive”, fruto da etapa anterior. Deu muito certo, a ponto de 400 mil torcedores circularam por Austin no último GP dos EUA, em oubro passado.

Nossos EUA, como americanos. Na Europa Fórmula 1 se curvou nesta semana, a ponto de já haver quem defenda que Mônaco deixe o calendário e ceda sua vaga _e seu glamour_ para Miami. (O segundo ponto não tem comparação, mas este é papo para outro dia).

Com a Liberty no comando e as equipes engajadas em ocupar o mercado, a conquista dos EUA um caminho sem volta. E é só o começo.

O emocionante em Las Vegas, no ano que vem, deve ser ainda maior.

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