Ecos de Miami: estratégias sóbrias, pneus e pit stops tardios na corrida | para baixo

Muito se falou sobre os erros de estratégia no GP de Miami, principalmente por causa do acionamento tardio carro de segurança virtual e, em seguida logo, do carro de segurança físico na corrida, ocasionado pelo incidente entre Lando Norris e Pierre Gasly na 41ª volta. Faith o chamado ponto de inflexão – o ponto de mudança – para as estratégias traçadas pelas equipes para a prova. Para o bem e para o mal. Antes de falar sobre alguns casos, confira abaixo a tabela de pneus disponíveis para cada piloto antes da largada:

Pneus disponíveis para cada piloto antes da largada do GP de Miami no domingo — Foto: Pirelli

Explicando: a entrada do carro de segurança no GP de Miami potencializou como estratégias de quem largou com os duros pneus e se manteve na pista justamente torcendo pela neutralização da corrida. Também deu chances a quem tinha pneus, mas macios salvos para fazer uma troca tardia sem perder tanto tempo. A escolha de uma tática levando em conta o carro de fazer muito sentido para quem estava mais atrás, ainda mais pela quantidade de bandeiras vermelhas não muito boas, principalmente larga no setor apertado do Miami Autodrome.

Sergio Pérez coloca seus pneus médios durante a entrada do safety car no GP de Miami de Fórmula 1 — Foto: Jared C. Tilton/Getty Images

Como era o quadro de pneus para os quatro pilotos da Ferrari e Red Bull antes da largada do GP de Miami?

  • Max Verstappen: 1 duro novo, 2 médios novos e 3 macios usados;
  • Sérgio Pérez: 1 duro novo, 2 médios novos e 3 macios usados;
  • Carlos Leclerc: 2 duros novos, 1 médio novo e 3 macios usados;
  • Carlos Sainz: 2 duros novos, 1 medio novo e 3 macios usados.

Se tinha uma equipe preparada para a entrada de um carro de segurança em Miami, seu time estava na Red Bull. Tanto Max Verstappen quanto Sergio Pérez tinham disponível um jogo de pneus médios novos para uma eventualidade no fim da corrida. E o mexicano fez uso deles: fez um pit stop ainda Durante o VSC para colocar os médios e tentar Carlos Sainz na briga pela última vaga do pódio. Com um carro acertado para andar bem nas retas do circuito, parecia ser algo certo. Ele só não contava com um problema em seu motor que o fez perder potência em deve momentos-chave da prova: quando se aproxima de Charles Leclerc antes da primeira parada e justamente no fim, quando atacava Sainz.

Charles Leclerc faz pit stop e companheiro de pneu duro durante o GP de Fórmula 1 de Miami — Foto: Dan Istitene/F1 via Getty Images

é Ferrari? A equipe italiana já estava realizando com um carro menos eficiente que o da Red Bull nas retas – algo visto desde a primeira corrida do ano, por sinal. Outro problema: o F1-75 desgastou mas nossos pneus mid no primeiro período da corrida – tanto é que Verstappen ultrapassou Leclerc com facilidade na volta. Para completar, a Ferrari ainda tinha uma desvantagem na questão dos pneus traseiros. O time deu sorte com o problema de Pérez, porque, em condições normais, não conseguiria se defender de um ataque da Red Bull. Em caso de uma parada na entrada do carro de segurança na 41ª volta, Leclerc e Sainz usados ​​apenas um jogo de duros novos e três de macios disponíveis. Ou seja: não valeria à pena fazer o pit stop, já os compostos não trariam grande vantagem que.

Carlos Sainz faz pit stop e pneus resistentes durante o GP de Fórmula 1 de Miami — Foto: Dan Istitene/F1 via Getty Images

– Mercedes: Russel e Hamilton

Lewis Hamilton faz pit stop e companheiro de quarto com pneus duros durante o GP de Miami de Fórmula 1 — Foto: Jiri Krenek

E o quadro de pneus para os pilotos da Mercedes antes da largada?

  • Lewis hamilton: 2 duros novos, 1 médio novo e 3 macios usados;
  • Jorge Russel: 2 duros novos, 1 médio novo, 2 macios novos e 2 macios usados.

Sexto na largada, Hamilton Faith para uma estratégia conservadora, escolhida por 15 dos 20 pilotos: sair com um jogo de médios novos e trocar por duros novos perto da metade da corrida – o inglês fez sua parada na volta 22. E ainda havia mais uma variável: ele largou pelo lado sujo da pista, que no Miami International Autodrome era realmente sujo. Tanto é que todos os pilotos não saíram do lado par tempo ou ocupantes. Não daria para, exemplo, sair com os mais duros, por causa da menor aderência e da demora maior para chegar na temperatura.

Gráfico da Pirelli mostra os pit stops realizados no GP de Miami de Fórmula 1 — Foto: Pirelli

Em caso de uma entrada tardia do carro de segurança, como deveria, Hamilton não tinha muito o que fazer. Restavam apenas um jogo de duros novos e três de macios usados. Uma parada extra não valeria à pena para colocar estes pneus. Situação revertida para o companheiro George Russell, que não avançou ao Q3 e largaria apenas na 12ª posição. Sem muito a perder, o jovem inglês escolheur com os duros e estender muito seu primeiro período, obrigado por um eventual carro de segurança. Algo facilmente se entende por um início fora do top 10.

Rafael Lopes e Luciano Burti analisam resultado do GP de Miami

Independente disso, Russell fez uma corrida muito boa, evoluindo da 15ª posição na primeira volta (perdeu três por largar do lado sujo) para a sétima antes da entrada do carro de segurança. E tinha uma vantagem confortável de 25 segundos para Esteban Ocon, o oitavo colocado. Ou seja: uma parada em bandeira verde não faria com que o inglês perdesse o sétimo posto, mas o colocaria quase 20 segundos atrás de Hamilton e Valtteri Bottas, que disputavam a quinta posição, a poucas voltas do fim. Uma recuperação não parecia plausível. Depois da prova, Russell falou muito da sorte pelo carro de segurança ter entrado no momento exato para uma estratégia dele funcionar. Mas há que ser elogiado o trabalho do piloto na prova.

Lewis Hamilton com pneus duros após pit stop no GP de Fórmula 1 de Miami — Foto: Clive Mason/F1 via Getty Images

Ao tempo é facilmente compreendido em seu logotipo mesmo de Hamilton e Peter Bono, seu engenheiro, no logotipo da entrada do carro de segurança. Com apenas um jogo de duros novos e três de macios usados ​​​​disponíveis, a Mercedes ficou de mãos atadas. Não havia o que fazer para defender a quinta posição do heptacampeão. Os duros novos demoram muito a pegar temperatura, problema agravado pelas características do W13, e desempenho. Os macios usados ​​acabariam rápido demais – e não sabem o nível de uso de cada um dos jogos disponíveis. Não havia o que fazer. E, por último, a Mercedes conseguiu o resultado esperado: o quinto e sexto lugares. Não houve prejuízo, foram bons pontos para o Mundial de Construtores.

George Russell na frente de Lewis Hamilton já com os pneus médios no fim do GP de Miami de Fórmula 1 — Foto: Jiri Krenek

Esteban Ocon, da Alpine, fez a maior parte da corrida com os duros pneus no GP de Miami — Foto: David J. Griffin/Icon Sportswire via Getty Images

Além de Russell, outros pilotos foram para a mesma tática de parar na entrada do carro de segurança. Alguns foram ainda mais ousados ​​que o inglês da Mercedes. Foram eles: Esteban Ocon (macios novos na 41ª), Daniel Ricciardo (macios novos na 41ª), Yuki Tsunoda (macios usados ​​na 41ª), Kevin Magnussen (medios novos na 42ª) e Sebastian Vettel (medios usados ​​na 41ª). ). Quem se deu melhor foi justamente Ocon, que largou em no grid e chegou em oitavo. O francês arriscou, já que não tinha muito a perder. E conseguiu defender a posição sem grandes sustos.

Outro piloto que eu queria destacar: Yuki Tsunoda, da AlphaTauri, que foram usados ​​macios. O japonês saiu dos boxes em 16º e terminou em 12º. “Ah, os macios usados ​​foram bons pra ele?”, podemos perguntar. Observando apenas o resultado final, sim. Mas é o que sempre falo: devemos sempre analisar as corridas olhando as circunstâncias delas. Tsunoda não ganhou posição total ultrapassagens nesse período. A fé foi beneficiada por uma série de eventos: o acidente entre Mick Schumacher e Sebastian Vettel; o toque entre Lance Stroll e Kevin Magnussen, e a punição a Daniel Ricciardo após uma corrida (por sair da pista e ganhar tempo). A posição real dele seria o 16º lugar.

Yu Tsunoda também fez pit stop pendente do safety car e colocou pneus macios usados ​​no GP de Miami — Foto: Peter Fox/Getty Images

– Conclusão de Voando Baixo

George Russell vai acelerar W13 com pneus médios para a parte final do GP de Fórmula 1 de Miami — Foto: Jeff Robinson/Icon Sportswire via Getty Images

A melhor estratégia para o fim da corrida, sem dúvidas, foi dotada por George Russell e Sergio Pérez. Os pneus médios eram a melhor escolha para o momento. Os duros demoram muito a ganhar e a ter um desempenho satisfatório. E os macios devem ter uma boa aderência inicial, mas podem ter uma queda abrupta de desempenho qualquer um. Ou seja: era uma tática para quem não tinha nada a perder na corrida e no campeonato. Para quem está lutando por boas posições nos Mundiais de Pilotos e Construtores, era momento de conservadores. Afinal, estamos apenas na quinta corrida do ano. Não é hora de dar um tudo em, como no poquer. Normalmente, campeonatos ganhos são por quem marca mais pontos, não por quem tem mais vitórias.

Estatísticas dos pneus traseiros sóbrio ou uso da Pirelli durante o GP de Miami de Fórmula 1 — Foto: Pirelli

Perfil Rafael Lopes — Foto: Editoria de Arte/GloboEsporte.com

Leave a Reply

Your email address will not be published.