Do handebol e do atletismo ao apito: conheça as conquistas das árbitras Elizabete e Ingrede, no CE | esta

Ser arbitro já não é fácil. Em universo ainda tão machista quanto ao futebol, ser árbitra se torna ainda mais complicado. Mesmo assim, a cearense Elizabete Esmeralda e sergipana Ingrede Santos não me treinou para seguir no sonho do apito. Histórias diferentes, com um objetivo em comum. As duas são as atuais árbitras no quadro da Federação Cearense de Futebol (FCF).

Elizabete jogava handebol na escola. Foi convidada por um professor para fazer cursos de arbitragem em várias modalidades (futebol, futebol, handebol). A paixão pelo esporte se expandiu para a arbitragem.

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– Hoje eu trabalho em uma concessionária. Tenho que ter uma relação muito boa. Além dos jogos, tem coisas pessoais que a gente tem que fazer. A demand é grande, é cansativo, mas é muito gratificante. Às vezes as pessoas acham que é só chegar aqui e apitar, mas não é. Quem está aqui tem que gostar mesmo – Elizabete, em entrevista ao Globo Esporte.

O único contato de Ingrede com o futebol é porque praticava o atletismo em um estádio, ea track era ao lado do campo de futebol. A fé sergipana assistente pendente de três anos por lá. Mudou para Fortaleza para buscar o sonho de ser arbitral. A paixão, inclusive, surgiu por acaso na vida dela.

Elizabete e Ingrede, arbitras do CE — Foto: Thiago Gadelha / SVM

– comecei a fazer um curso de execução e precisoava de horas para pensar. Tinha um curso de arbitragem, me identificar e decidir fazer – relembrar em entrevista ao Globo Esporte.

As dificuldades são muitas. Seja pela preparação, seja pelo ambiente machista, como árbitras buscam meios para superar cada uma das adversidades.

– Não tem como julgar o que é mais difícil, é o conjunto. Todos esses trabalhos são importantes e difíceis. Torcida, jogadores, técnicos, tudo isso pode trazer mas preocupante. A gente não pode levar emoção, tem que ser zero emoção Durante o jogo – diz Elizabete.

– É um choque de realidade. Como os outros, me cabe ter malícia, que eu não tenho, e isso a gente aprende com os jogos. Em campo, eles são apenas jogadores. Procuro nem saber quem são para não estar com intimidades. Eu estou lá para defender o meu papel. Eles têm que respeitar – pontuou Ingrede.

A preparação para um jogo começa a partir do anúncio da escala de arbitragem. Estudos, estudos e mais estudos. Sem esquecer, claro, da parte física.

A rotina física é a mesma de um jogador, tirando a parte técnica. Musculação, potência muscular, tem os dias de tiro, de longão, eu treino em alto ainda rendimento. Meu treinamento é de alto rendimento ainda – revela Ingrede.

Encarar os jogadores em campo não é tarefa fácil. Elizabete que, por vezes, por saberem que são mulheres, as atletas “testam a paciência” das árbitras.

Elizabete e Ingrede, arbitras do CE — Foto: Thiago Gadelha / SVM

– Para nós, mulheres, eles testam. Eu sou uma pessoa acalmou. Mas ja no começo do jogo a gente tem que mostrar para que veio. A gente não quer saber se é homem ou mulher. A gente procura ao máximo ser um bom arbitro. Apesar de os jogadores às vezes testarem a gente. A gente tem que mostrar quem é que manda no jogo – ratifica.

A jornada é intensa, árdua e elas sabem disso. Entretanto, não se abandona um sonho pelo tamanho dos obstáculos. Elizabete e Ingrede seguirão na busca, jogo a jogo, por fazer história numa profissão tão ingrata, mas essencial para quem ama o esporte.

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