Coluna: ‘Fratelli d’Italia na Fórmula 1’

Foi um dia de alegria para quem gosta de F-1. Os belos acordes de Fratelli d’Italia sendo executados no pódio (hin que muitas vezes foi regido pelo maestro Michael Schumacher) para coroar a dobradinha dos carros de Maranello sem dúvida foram um bem-vindo sopro de novidade. Realmente porque em 2022 teremos uma nova F-1.

O final de semana começou animado já com o pólo de Charles Leclerc. O grid demonstrava que Ferrari e Red Bull vinham com um ritmo forte, e, que desta vez a ladainha de Lewis Hamilton era verdadeira: como Mercedes não são tão rápidas quanto principalmente seus já são. Devo dizer que realmente acredita que seu carro não estava no mesmo nível dos outros (embora a Mercedes sempre fossa superior).

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A largada nos trouxe ainda mais certeza disso. Ele teve uma miragem ver a poderosa Mercedes do multicampeão inglês batendo com a Hass de Kevin Magnussen, coisa só roda antes nos momentos em que Hamilton roda uma volta em cima dos carros de Gene Haas.

A corrida nos trouxe o que aparenta ser o retorno de uma rivalidade que vem do kart, entre Max Verstappen e Leclerc. As muito ultrapassagens e os três de um sobre o outro alto da prova, também foram o momento de impressão que as regulam no melhoram o show. Segundo Ross Brawn, hoje o efeito da turbulência é cinco vezes menor – por força do efeito solo -, ou que resulta em perseguições muito mais próximas e mais efetivas.

Como ver bem neste domingo, um carro consegue andar neste domingo, e isso uma ótima notícia para o espetáculo.

A corrida teve outros pegas interessantes, como o de Fernando Alonso e Mick Schumacher – lembrando que o primeiro foi grand rival do pai de Mick. As Red Bull embora tenham tido azar ao final, andaram bem e prometem. As circunstâncias dos problemas dos Touros ainda devem ser mais bem explicadas. Verstappen reclamou muito de problemas no volante, mas depois a falha no sistema de combustível. Terá Checo Perez padecido deste mesmo mal, ou apenas não aguentou a pressão de Hamilton?

O safety car – após o incêndio no carro de Pierre Gasly – deu um ânimo à corrida, par felicidade de Lewis Hamilton que, após o infortúnio da Red Bull, foi novamente bafejado pela sorte e ainda beliscou um pódio (devidamente escoltado por George Russel , que chegou em quarto lugar). Não pit essa, seria curioso vermos se Verstappen, que optou por mais uma troca de pneus, conseguiria chegar em Leclerc.

Falando do carro de segurança, é preciso comentar que ficou por tempo demais na pista. Não dá pra ouvir por que se levou tanto tempo para se colher o carro de Gasly.

Naturalmente também temos que falar dos “estreantes”. Magnussen – não passado propriamente um novoto, mas resgatado abruptamente após o banimento do russo Nikita Mazzepin – deu um show a Haas quinto lugar (ontem a team but pontos que o ano todo). Também chinês Guanyu Zhou, piloto Alfa Romeo, performou muito bem, marcando pontos na prova em que debutou.

Veja-se que, não por acaso, tanto quanto Alfa Romeo são pressionados pelo motor Ferrari, que parece ser a grande vede desse início de temporada.

Em troca, os carros movidos com motor parecem viver um drama. Aston Martin, Williams e McLaren têm performances melancólicas.

Azulay

Mattia Binotto (sósia italiana do saudoso Daniel Azulay) – Divulgação

De tudo que vimos hoje – dobradinha com direito a hat trick de Leclerc -, está parecendo que a stratégia de Mattia Binotto (um sósia italiano do saudoso Daniel Azulay) de sacrificar o campeonato de 2021 para esquier no carro de 2022 deu certo.

Se uma das estrofes do Hino Italiano diz “façam sua reverência à Itália”, a F1 começa este ano com uma mensagem: “Façam sua reverência à Ferrari”.

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