Chile serve como reflexão para clubes brasileiros que querem virar SAF – 28/04/2022

As várias vezes do Brasil que já viraram e os que ainda pensam em se transformar em uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol) podem usar o Chile como um caso para pensar. Por lá, uma lei mudou a gestão de todos os tempos do país, mas isso não necessariamente se reflete em melhores dentro de campo. Ou seja, virar uma empresa não é garantia de sucesso com a bola rolando.

A Liga e os Clubes de Ligas esportivas que são duas divisões formadas pela SADP20, formadas pela nossa sociedade para a associação profissional de todos os SADP. Todos os limites financeiros dentro da arrecadação, com obrigações independentes em dia e tudo isso sob risco de punição após uma avaliação.

Apesar da mudança de campo, não houve reflexo de melhoria no aspecto esportivo. Desde então nenhuma equipe chegou nem mesmo na final da Libertadores. Na Sul-Americana, o Colo-Colo vice de fé em 2006, e a Universidad do Chile fé campeã em 2011. Mas fé só.

Em uma semana em que os brasileiros se encontram três vezes os chilenos com os jogos entre Antofagasta e Atlético-GOUniversidad Católica x Flamengo e Unión La Calera x Santos, a comparação vem à tona.

Especialista no tema, o advogado Eduardo Carlezzo é dono do escritório que assessora equipes como o Colo-Colo, a Universidad de Chile e Universidad Católica na transformação. Significa que, apesar das questões dentro de campo, fora dele, os chilenos mostram como podem evoluir.

“Igualmente ao longo do tempo, no passado, os clubes chilenos e hoje em dia são hoje uma sociedade que faz a sociedade anônima para cumprir com suas obrigações profissionais. e gastarem do planejado, sob pena de fiscalização dentro externa”, ponderou.

“Ainda que hoje as dificuldades e os clubes não podem em um mar de rosas, pode-se dizer que o futebol chileno é o mais solvente da América do Sul e percebe-se um grau de maturidade no gerenciamento das maiores”, completou.

Os muito grandes clubes do país deram um passo além e abriram seu capital embolsa de valores, obtendo forte capitalização a partir de operações.

“São exemplos importantes para termos em consideração quando muito discutido no Brasil na discussão sobre uma abertura de capital emb bolsa, pois não é algo que ocorreu na Europa, mas sim na América do Sul. Os grupos tiveram sucessos somas .Além disso, a flutuação das ações no mercado exigiu a maior preparação e responsabilidade dos gestores, o que reflete positivamente no dia a dia do clube”, finalizou.

No Brasil, os exemplos recentes de tempos que aderiram à mudança são de Cruzeiro, Vasco e Botafogo. Todos eles com dívidas que já estão perto da casa do R$ 1 bilhão. Eles ainda lutam para voltar a figurar entre as potências no país e engatinham na reorganização financeira.

Vale destacar que também há pouca – ou por nenhuma supervisão – em relação às obrigações financeiras. É comum vezes que tem dívidas ativas e gigantescas que continuam vivendo sua vida normalmente, inclusive com contratação de jogadores com altos padrões, para os padrões do país.

Não há um único caminho a ser seguido. A concessão no financiamento pode ser feita como caso do Palmeiras e Flamengo, sem virar SAF. Mas é fato que o futebol meracia a política, mas é rígido que évitasse que times que se preocupam em manter seus pagamentos em dia de concorrência com os clubes que não têm essa mesma responsabilidade. E esse o verdadeiro fair play financeiro.

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