Brasileiro ou Libertadores? Rever elege o título mais importante do Atlético-MG, e relembra sua trajetória: “Dei zero no jogo” | atlético-mg

Não há dúvida: com 11 títulos de Atlético-MG, incluindo Libertadores, Brasileiro e Copa(s) do Brasil, o Réver já é um dos maiores da história do clube. O segundo maior campeão, pelo número total de conquistas. Apelido que lhe permite acessar facilmente o status de ídolo alvinegro.

Em duas passagens, Réver já vestiu a camisa do Atlético há nove anos. Em 315 jogos, 30 gols marcados – o segundo maior artilheiro da história do clube, atrás apenas de Leonardo Silva. Campeão Mineiro (5x), Libertadores, Brasileiro, Copa do Brasil (2x), Supercopa, Recopa… Uma história gigante.

“Não sei se posso dizer a maior coisa da história. Porque tudo o que defendo, o que conquistei aqui, a história, os troféus, tudo fala por si. O resto, isso é besteira.”

Em entrevista exclusiva ao Esporte Espetacular neste domingo, Réver elegeu a maior conquista do clube, comparou Hulk e Ronaldinho Gaúcho, e se emocionou ao relembrar os momentos importantes de sua carreira.

– Rever ficará para sempre gravado em nome do Atlético. Estou muito feliz e honrado em poder fazer parte dessa história de um clube tão merecedor dessas conquistas.

Abaixo, trechos da entrevista:

Capitão do Atlético-MG, Réver ergue a Taça dos Campeões de Minas Gerais — Foto: Fernando Moreno/AGIF

– Chego ao Atlético com expectativas muito altas para procurar espaço, por isso sou convocado para a seleção brasileira onde as portas do futebol se abrem, tenho uma identificação muito rápida com a camisa do Atlético onde tudo acaba se firmando.

Melhor desempenho individual (hat-trick)

– Foi o jogo em que acabei fazendo três gols contra o time do América (março de 2013). Mesmo o fato de eu ter marcado esses três gols é algo muito raro, especialmente para um zagueiro, então sou um zagueiro muito sortudo e capaz de marcar esses três gols em um jogo. (…) Lá, o Réver já era o capitão Réver, então foi algo muito marcante para a minha vida, para a minha carreira.

Com três de Réver, Atlético-MG terminou 5 a 2 no América-MG em 2013

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“Posso dizer que este é o maior título da minha carreira”

– Por tudo que estava acontecendo neste momento da minha carreira, o momento do clube, que foi muito questionado porque eu não tinha um feito de expressão há muito tempo. Estou muito feliz por poder ter essa Libertadores com a camisa do Atlético, é um clube que amo de paixão, é o meu clube, por isso sou muito grato por esses momentos, e por essa conquista principalmente, que foi onde Réver criou uma identificação muito forte com os torcedores e com o clube.

– Os torcedores do Atlético são muito apaixonados, costumamos dizer que essa paixão não tem limite. Agora, o que gera essa paixão, não podemos identificar. Bom ou ruim, a torcida está aqui para fazer sua parte. Tem esse refrão que diz “se não é sofrido, não é atlético”, então já diz o que é ser atlético. Quem vem ao Atlético deve conhecer essas crenças dos torcedores.

Atlético-MG campeão Libertadores 2013 — Foto: Bruno Cantini/ Atlético-MG

Campeonato Brasileiro 2021

– É algo que me emociona muito, pois tenho várias conquistas e essa no campeonato brasileiro que ainda não tinha. Joguei tantas vezes, bati na trave tantas vezes e não ganhei. E esse meu retorno era algo que eu estava esperando. Porque minha filha tem 11 anos, meu filho tem 7, ele pode entrar em campo, tocar o troféu, então não tem preço.

“Poder voltar a defender as cores do Atlético e fazer o brasileiro vencer é algo que se diz hoje: tenho zero Jogo’, hein? perdi minha vida”

– Especialmente para mim, morreria aqui no Atlético. Eu sei que isso é impossível, porque o corpo também precisa descansar. Acho que o processo agora é ir aos poucos, ainda tenho um ano de contrato, não sei o que pode acontecer. Talvez no meio do ano eu pense ou repense o que posso fazer.

Ronaldinho Gaúcho se despede do Rever — Foto: Bruno Cantini/Flickr CAM

– Na verdade, são jogadores muito diferentes. O gaúcho é muito técnico, com uma facilidade gigantesca em encontrar e sempre colocando o companheiro na frente do gol. O Hulk é essa força bruta, com um estilo de jogo de arrastar um contra um. Eu adoraria tê-los no mesmo time, quem sabe, talvez houvesse uma liga muito boa lá, certo? Nós nos beneficiaríamos muito com essas duas estrelas.

Qual time é melhor: 2013 ou 2021?

– Pergunta muito difícil, porque são dois tempos diferentes. Em 2013 tínhamos um jeito de jogar que era o que era exigido em 2013. Em 2021 o futebol acabou mudando, é moderno. Claro, talvez porque 2021 ganhou a Tríplice Coroa, talvez pudesse ser um time melhor, mas 2013 foi um time que acabou mudando o status do Atlético. Vi que o Reinaldo disse que 21 é melhor, mas sinceramente não posso dizer.

Atlético-MG campeão brasileiro e recordista — Foto: Pedro Souza/Atlético-MG

A podcast de atletismo está disponível nas seguintes plataformas:

Sócio Galo na Veia – Atlético-MG — Foto: Divulgação

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