Boxe feminino brasileiro conquista quatro finais do Campeonato das Américas

O boxe feminino no Brasil garantiu quatro participações na final do Campeonato Continental das Américas, realizada no Equador. Nossos guerreiros disputarão a medalha de ouro em datas a serem determinadas nesta quarta-feira.

Beatriz Ferreira (60kg) lutou bem e venceu por unanimidade Narielys Tapia de Porto Rico. Ela dominou os três rounds usando sua maior experiência, forçando a porto-riquenha, que é uma atleta que luta para trás, a reverter isso e seguir em frente. Com isso, Bia conecta com muita clareza bons contra-ataques com linhas retas e cruzamentos. Ela fez isso desde o início do 1º round até o final do 3º, com um claro domínio de todas as ações defensivas e ofensivas da luta sem dar chance para sua adversária porto-riquenha.

Beatriz enfrentará na final sua grande adversária das Américas: Rashida Ellis, dos Estados Unidos. Os dois travaram grandes batalhas nas quatro vezes em que se cruzaram. Foram três vitórias de Beatriz Ferreira, incluindo a semifinal do último mundial, e uma vitória de Ellis, nas eliminatórias dos Jogos Pan-Americanos de Lima.

Beatriz Soares (69kg) lutou contra o jovem canadense Charlie Cavanagh, campeão mundial júnior em 2018. Com sua maior agressividade e força de soco, Beatriz sufocou o canadense no primeiro round, que era um atleta mais alto e buscava lutar no longo distância. O brasileiro foi consistente no número de socos contundentes que deram as costas ao canadense. Beatriz venceu o 1º turno.

No segundo round, o brasileiro pressionou desde o início, mas começou a boxear mais leve e de longa distância no meio do round. Cavanagh então começou a crescer no set, mas o brasileiro foi rapidamente cobrado do escanteio para pressionar novamente e voltar a virar a história no set, que foi vencido por Beatriz.

Com a luta decidida no 3º round, o brasileiro apenas dominou o ataque do adversário e venceu a luta por decisão unânime.

Na final Beatriz Soares enfrentará Noelia Lucia da Argentina.

Rebeca Lima (63kg) enfrentou Valencia Valentina do Equador. No primeiro round, o atleta do Brasil teve total domínio ao encadear golpes muito fortes ao atleta local, com linhas retas e cruzamentos de alta intensidade. Rebeca venceu o 1º round por unanimidade.

Empurrado pela torcida, no segundo turno, o atleta local voltou com muita vontade de vencer. Rebeca manteve aberta a troca de golpes e sentiu algum desgaste físico. Ainda assim, ela acorrentou mais arremessos limpos do que a adversária e venceu o round aos olhos de quatro juízes.

Mesmo com o calor intenso e a alta umidade do ginásio, Rebeca controlou a agressão da equatoriana, que foi tudo ou nada no terceiro round. O brasileiro venceu por 5 a 0.

Na final, Rebeca enfrenta a americana Sofia Gonzales.

Bárbara Santos (70 kg) disputou as semifinais contra Maria Hernandez da República Dominicana. A luta foi intensa porque Maria é uma atleta muito forte que usa boxe pesado e agressivo. No entanto, a dominicana respeitou inicialmente Bárbara, já que a brasileira vem de uma vitória na Hungria sobre a atual campeã olímpica. Assim, Bárbara usou seu maior alcance e seu movimento anulando seu oponente. Bárbara venceu a rodada por unanimidade.

No segundo turno, o dominicano enfrentou Bárbara, que concordou com o livre comércio, deixando a luta em um nível muito intenso. Mesmo assim, Bárbara foi superior e venceu a rodada.

No terceiro round, com a luta garantida, Bárbara manteve os golpes fortes e mais uma vez dominou o round, vencendo por decisão unânime.

Na final, Bárbara enfrenta a mexicana Tamara Sandoval.

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