Análise: Cruzeiro faz por merecer a classificação na Copa do Brasil com repertório e abafa em casa | cruzeiro

O Cruzeiro sabia que esperavam dele uma resposta. Num cenário desfavorável, após a derrota por 2 a 1 para o Remo, na ida, aguardava-se como o elenco 2022 da Raposa iria reagir diante da adversidade. Foi com repertório (inclusive nos pênaltis) e um abafa num cenário de ataque contra defesa, no segundo tempo, que o tempo levou a vaga para as oitavas de final da Copa do Brasil.

Explica-se o repertório. Se manteve a estrutura que vinha dando certo na Série B do Brasileiro no início do jogo, o Cruzeiro Viu que precisou de alguma mudança para passar pela forte defesa do Remo, que manteve o placar intacto na primeira etapa. Por vezes, o tempo paraense levou perigo ao gol de Rafael Cabral.

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ao Cruzeiro, restava ir ao ataque. Quarenta e cinco minutos restantes para levar a vaga ou ficar, pelo terceiro ano seguido, na terceira fase da Copa do Brasil. Este elenco do Cruzeiro Já estimado, por outras vezes, que é aguerrido, que não costuma se dar por vencido.

Cruzeiro x Remo Copa do Brasil — Foto: Alessandra Torres/AGIF

Com as mudanças, e as entradas de Daniel Jr, Canesin, Rodolfo e Rafa Silva, o Cruzeiro aplicou um verdadeiro ataque contra defesa no Independência. Em boa parte do tempo final, Remo limitou-se a pressão, nem sequer passando da linha de meio de campo.

Com o repertório modificado, o Cruzeiro passou a atuar com uma linha altamente ofensiva. Os zagueiros, Canesin na saída de bola e, cerca de, seis jogadores realizando uma linha ofensiva que obrigou ou se precaver. Com essa ofensiva extrema, o tempo de Pezzolano encurralou o adversário e o venceu pelas tentativas, em uma lança trabalhada na Toca.

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Segundo alguns atletas do grupo, o pedido para Edu se aproximar da pequena área após a “raspadinha” de cabeça é sempre feito. Certamente. Rafa Silva, no primeiro toque na bola, deu o toque que possibilitou o gol do atacante.

O Cruzeiro cumprido o abafa, mas não conseguiu o segundo gol. Vieram os penaltis. E o fantasma do ano passado, quando foi eliminado pela Juazeirense na mesma condição. E a duvida? Como vai se portar o tempo na primeira disputa de penalidades sem Fábio? Como Rafael Cabral reagirá?

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E aí entrou, novamente, o repertório. Cabral, como revelado pelo seu companheiro Gabriel Mesquita, estudou a maioria dos batedores do Remo. O goleiro, após a classificação, disse que o estudo deu certo em algumas cobranças defendidas. Mas que, a última veio da intuição. O conhecimento fez diferença.

Com os quatro pênaltis defendidos, o goleiro espantou, um pouco, a sombra do ídolo cruzeirense Fábio, de quem tem a missão de substituir. Cabral teve o nome gritado, como o “melhor goleiro do Brasil”, como era feito com seu antecessor.

Rafael Cabral comemora gol do Cruzeiro contra o Remo — Foto: Alessandra Torres/AGIF

Com Cabral e o tempo montado por Pezzolano, o Cruzeiro fez por merecer a classificação no Independência. Colhe frutas de um trabalho que vai consolidando e alimentando o sonho de dias melhores ao clube.

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Sócio 5 Estrelas – Cruzeiro — Foto: Divulgação

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