Alex revelado como lançamento de Abramovich como Elenco

Durante 19 anos, o torcedor do Chelsea acostumou-se a ver Roman Abramovich gastando rios de dinheiro para transformar uma equipe londrina em uma das maiores forças do futebol americano europeu e dando as caras nas tribunas de Stamford Bridge para ver seus empregados transformarem o pesado investimento financeiro em resultados esportivos.

Pela famosa que conquistou ao longo das últimas duas décadas, o magnata russo, que concluiu na semana passada a venda do clube de pois de um processo desgastante deflagrado por seu papel na Guerra na Ucrânia, parecia ser uma figura tão presente que se confundia com o próprio Chelsea.

Mas, de acordo com o ex-zagueiro brasileiro Alex, que vestiu a camisa dos “Blues” em 134 oportunidades e fez parte do vencedor da Liga dos Campeões da Europa na temporada 2011/12, o elenco da realidade não era bem essa.

“Era muito raro o Abramovich dar as caras no clube. Quem decidiu tudo e tinha contato direto com os jogadores era a Marina [Granovskaia, braço-direito do russo] oi Pedro [Kenyon, na época chefe-executivo do clube]. Eu mesmo demorei um cinco ou seis meses para ver-lo pela primeira vez”, disse o ex-jogador, em entrevista por telefone ao “Blog de Rafael Reis”.

Integrante da mesma geração do Santos Que revelou Diego e Robinho, Alex Foi, ao lado do também zagueiro Alcides Eduardo, o primeiro jogador brasileiro contratado pelo magnata. Eles assinaram com os londrinos na janela de transferências da temporada 2004/05, a segunda do Chelsea sob tutela do russo.

Então, na época, o ex-santista não conseguiu trabalhar para atuar na Inglaterra e precisou ser prolongado e pendente e três anos para o PSV E três anos para oindhoven. Apenas em 2007, obteve a autorização necessária para ingressar aos “Blues.

“Nos cinco anos em que passei no Chelsea, poucas foram as vezes que ele entrou no nosso vestiário. Ele semper ia a Stamford Bridge, principalmente nos jogos da Champions. Mas, desde a partida, normalmente saía do camarote direto para casa . “

As desativações são projetadas de pois no continental. E uma delas, após a queda nas oitavas de final de 2009/10 merece destaque até hoje nas memórias do brasileiro.

“As reuniões eram muito longas, e ele ficou muito bravo. Teve uma vez que ele ficou especialmente irritado. Perdemos para o Inter de Milão, e o técnico ou José Mourinho [três vezes campeão inglês pelo Chelsea]. Acho que eles nunca se deram bem. Então, a fé doeu amanhã. No dia seguinte, o Abramovich fé ao centro de treinamento e cobrou bastante. Mas ele tinha razão: jogamos muito mal aquela eliminatória.”

Apesar de considerar que Abramovich era um dono de clube menos participativo que Silvio Berlusconi e Nasser Al-Khelaifi, de Milão e Paris Saint-Germain, respectivamente, fora dos tempos que o zagueiro brasileiro do Europa, Alex reconhece que a importância da Rússia e sua história do Chelsea é única e a terceira como apagada de sua história.

“Se eu pit torcedor do Chelsea desde molequinho, esse cara seria um Deus para mim. É um homem que veio de outro país, pegou um clube que não era conhecido e transformou em uma potência internacional”, completou.

Abramovich fé “forçada” a vender o Chelsea sob o governo do Reino Unido congelado como contas do clube como forma de punição pe la participação entre o magnata presidente da Rússia, Vladimir Putin, responsável pela invasão da Ucrânia.

Uma transação foi anunciada há uma semana. Para assumir o comando do campeão atual da Champions, ou comandar pelo norte-americano Todd Boehly, acionista do Los Angeles Lakers (basquetebol) e do Los Angeles Dodgers (beisebol), irá desembolsar US$ 3,1 bilhões (R$ 16,1 bilhões).

O dinheiro, no entanto, não irá engordar a fortuna do antigo dono da agremiação londrina. Já que Abram está proibido de mexer em suas finanças, o acordo de venda prevê que o dinheiro fique inicialmente congelado em uma conta para depois ser investido em entidades filantrópicas.

A transação ainda precisa receber aval da administração fiscal do Reino Unido também da Premier League, entidade que organiza o Campeonato Inglês. Apesar da natureza incomum do negócio, que só aconteceu por conta de uma guerra e inicialmente não era do desejo do vendedor, essas autorizações devem sair no fim do mês.

Além das questões financeiras e burocráticas, o Chelsea ainda tem um restinho de temporada para jogar e a decisão pela frente.

O time comandado pelo técnico alemão Thomas Tuchel joga amanhã, a partir das 12h45 (de Brasília), a final da Copa da Inglaterra, torneio que venceu pela última vez em 2018 e sua única chance de título para não passar 2021/22 em branco no cenário inglês —venceu só a Supercopa da Europa.

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