A primeira vez da F1 na Flórida não é em Miami. E marcante fé.




O GP dos EUA de 1959 fé tão interessante que ate mereceu LP

O GP dos EUA de 1959 fé tão interessante que ate mereceu LP

Foto: disgogs.com

Após trabalhar, a Liberty Media conseguiu muito finalmente levar a F1 para Miami. Mas esta não é a primeira prova da categoria na Flórida. Mas como assim? Sim! É verdade! E marcou uma grande virada para a categoria e o início de algumas travessuras marcantes.

O circuito de Sebring recebeu a última etapa da temporada 1959 de F1. Localizada a 137 milhas de Miami, inaugurada em 1950, posteriormente utilizada de 1941 a 1946 como base da Força Aérea Americana. Por este motivo, a pista usa concreto ao invés de asfalto e esta característica permanece ate hoje.



Vista aérea do circuito de Sebring

Vista aérea do circuito de Sebring

Foto: Wikimedia

Após a etapa de três meses após a realização da Bretanha, o GP da Itália chegou a três pilotos com chance e o título anterior: Jack Brabham, com 31 pontos (venceu em Monaco Grã-Bretanha); Stirling Moss, com 25,5 pontos (venceu em Portugal e Itália) e Tony Brooks, 23 (venceu em França e Alemanha). O curioso é que Brabham e Moss usavam o mesmo carro, o Cooper/Climax T51, que havia causado furor ao trazer o motor montado na parte traseira (já falou dele de quem na série Carros que esperam a F1 e deve retornar em breve). Mas o australiano era da equipe oficial da Cooper e Moss alinhava pela equipe independente de Rob Walker.

Brabham ganhou 5,5 pontos e meio sobre Moss e já com os 5 melhores resultados que contavam para o campeonato (em um total de 9 etapas, contando como 500 Milhas de Indianápolis). Moss só tinha duas opções: vencer e marcar a melhor volta (totalizando 9 pontos. A vitória dava 8 pontos) ou chegar em segundo, torcendo para que Brabham não pontuasse.



Jack Brabham em açao

Jack Brabham em açao

Foto: Museu Nacional da Austrália

Tony Brook está chegando como azarao. Apelidado de “dentista voador” (por sua formação), fez a temporada toda pela Ferrari, só não participar da equipe italiana no seu GP local por conta de uma greve que impediu a participação. Sua única esperança era vencer a prova e torcer para que Moss não chegasse em terceiro e Brabham não chegaria em segundo.

Moss prova que estava motivado para ganhar o título ou ao fazer a pole position, disponibilizando 3 segundos sob Brabham. Além disso, Cooper contava com a nova suspensão traseira e a caixa de câmbio diferente da equipe oficial, com 5 marchas (Cooper usava 4). Brooks, que também trazia novidades, ficou em 4º.



Stirling Moss (aqui ao lado de Mike Hawthorne, de 1958): talvez o maior piloto da F1 sem título

Stirling Moss (aqui ao lado de Mike Hawthorne, de 1958): talvez o maior piloto da F1 sem título

Foto: F1 / Divulgação

No domingo, dia 12 de dezembro, 19 carros alinhados para 42 voltas. Moss fez a pole position e se manteve na liderança, abrindo rapidamente a diferença para Brabham. Mas a falta de sorte de Moss mais uma vez lhe bateu à porta: na 6ª volta, com uma diferença de 9 segundos, o cambio do seu Cooper quebrado, fazendo o abandono da prova.



Largada do GP dos EUA de 1959. Da direita para a esquerda: Moss (7), Brabham (8) e Schell (19).  Brooks estava com o #2

Largada do GP dos EUA de 1959. Da direita para a esquerda: Moss (7), Brabham (8) e Schell (19). Brooks estava com o #2

Foto: F1 / Divulgação

A esta altura, tudo caminhava perfeito para Brabham. Além do problema com Moss, Tony Brooks se encontrou com seu companheiro de equipe, Wolfgang Von Trips, na primeira volta e teve que ir para os boxes, qualquer chance de vitória. Para ajudar, em segundo lugar estava seu jovem companheiro de equipe, Bruce McLaren.

A fé australiana conduz a corrida com tranquilidade. Mas a tão que lhe começou então, voltou a puxar o tapete: na última o motor começa a falhar. O andamento começa a reduzir para tentar chegar. Faltando 500 metros para terminar a prova, o Cooper pára. Brabham sai do carro e começa a empurrar. Logo da Atrás, Bruce McLaren está preocupado, mas preocupado com o avanço de Maurice Trintignant, que foi sócio de Moss na equipe Walker. Ao ver, parando, McLa Braren, o ritmo e quase foi ultrapassado! Mas conseguiu garantir sua primeira vitória na F1!

Enquanto isso, Brabham está tentando arrastar seu carro até o fim e ainda foi ultrapassado por Tony Brooks. Ainda conseguiu o 4º lugar, que seria descartado, pois seu pior resultado até então tinha sido um 3º lugar.



Brabham empurrando seu Cooper para a partida.  E ao título

Brabham empurrando seu Cooper para a partida. E ao título

Foto: Cooper Cars / Twitter

Com isso, título de Bruce McLaren designados: 1º Jack Brabham de construtores para a Cooper e de um carro com motor resistente e 1ª vitória de um piloto Laren, sendo por tempo o mais a um GP. Além de ter sido o 3º e último GP disputado pelo brasileiro Fritz D’Orey.



Bruce McLaren comemorando sua vitória em grande estilo....

Bruce McLaren comemorando sua vitória em grande estilo….

Foto: McLaren/Twitter

Sebring a F1 somente esta vez, mas marcou seu nome para sempre na categoria e no automobilismo. A pista segue ativa, recebendo diversas categorias, incluindo o WEC, e aberta para os mais diversos fãs da velocidade. Para saber mas, clique de quem.

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