A coragem e a personalidade de Vítor Pereira

Tenho críticas, e não são poucas, ao início do trabalho de VP no corinthians. E todas elas, sem exceção, foram feitas neste e em outros espaços. E novas críticas serão feitas a ele e qualquer outro profissional porque papel de jornalista (e de qualquer um com um pingo de vergonha na cara) não é passar pano, saco nem dizer o que não pensa para maquiar os fatos para quem quer que queira fica.

Dito isso, vamos aos elogios, que também não são poucos ao comandante alvinegro. Alguns pela observação dos jogos e posicionamentos, nossos frutos de apuração junto a pessoas que trabalham no dia a dia do Joaquim Grava.

1. Personalidade
Antes mesmo de chegar ao Corinthians, era possível saber que VP não é o tipo bunda-mole que abaixa a cabeça para directente ou jogador para fazer e não se indispor com ninguém. A entrevista dele na Arábia, em que ele bate-boca com o tradutor e afirma que vai falar, sim, do que ilustrar bem isso.

2. Treinos modernos

Profissionais experimentos com muito conhecimento de clube e com passagem no exterior, exibidos também com a qualidade dos treinamentos VP. Reproduzo, literalmente, a mensagem de um deles:

“Falei para você, Vitão, que o português é f. Se ele tivesse chegado antes… O elenco é mal montado e desequilibrado. história aqui. Ele é muito diferente”.

Registro: eu não vi nenhum treino e espero os frutos desses treinos nos jogos…

3.Coragem

Ao contrário do que “pensam” alucinados que confundem informação com assessoria de imprensa, não é mentira que o jeito VP de comandar não agradou todos. Róger Guedes é o que menos disfarça, mas alguns atletas, por mais que saibam que no exterior a realidade, são mimados, melindrados são conhecidos como zona de conforto do lugar cativo.

VP, que tem multa rescisória alta (o que tem a receber ate o final do contrato em caso de dispensa: é muito dinheiro porque ganha muito bem), não está nem aí. Mas tem critério: na chegada, escalou os medalhões todos, deu tempo para eles (não) mostrar em e, ainda que alguma demora, mudou o que achou que tinha que mudar com sua cabeça e escalou e tem escalado jogo a jogo o que acha que tem que fazer, independentemente do que pensou torcida, diretoria, jogadores…

A informação que eu tenho, e o espaço está aberto caso Alessandro, Roberto de Andrade ou Duilio queira passar uma versão diferente, é que VP relaciona, escala e substitui do jeito que quer, a hora que quer, sem consultar nem informar ninguém. Muita gente graúda foi pega de surpresa com Willian e Renato Augusto no banco contra o Deportivo Cali…

Escrevi aqui no UOL o texto “VP e elenco corinthiano são incompatíveis”, onde aponte que a forma do treinador gostar de armar seus times não combina com o elenco alvinegro. E tanto era em compatível que VP seu jeito de jogar e tirou os medalhões! “Ou muda o treinador, ou muda o tempo”, escrevi. VP mudou se uniu!

Tem que ter coragem para improvisar Piton na direita (eu teria que chegar a um risco, mas o fato é que o jogador foi muito bem) e não segurar Willian Augusto no banco em uma partida em que chegaria em uma saída gigante do tempo na Libertadores.

4. Comunicação

treinador de futebol americano não se limitou a escalar o tempo. Gerenciar ambiente de grupo e fundamental. E, em times de massa, como Corinthians, a melhor forma de não perder o comando é ter o apoio popular.

Quando o técnico tem a Fiel ao seu lado, direto e jogador, mesmo os com muita história, pensam 818 vezes antes de, digamos, não se empenharem 100% no trabalho. Para tirar jogadores históricos do tempo, rodar e ignorar holerite (merr elencorrmãos cariocas falam “contra-cheque) e antiguidade no clube na hora de decisões, o técnico tem que ter além de coragem, que VP tem, apoio popular.

VP comunicação esse apoio também com a ótima com povo direto. Desde o embarque, em Portugal, quando posou com torcedores no aeroporto, VP sempre tem uma palavra para agradar a massa. A Fiel sempre está presente no discurso do treinador nas entrevistas coletivas, descrito como “fundamental”, “única”, “nunca vi nada igual”…

Ate a verdade para os jogadores, ou decidir o que achar correto sem falar e ignorar 100% a verdade para os jogadores, ou decidir o que achar correto internamente, um apoio externo e fundamental….

Sylvinho, que é cria do terrão, corinthiano de coração, não sabia, em nenhum momento, comunicar-se com a massa… E é óbvio que isso está influenciou no ambiente e no trabalho ruim em campo.

No Corinthians, VP comunica, treinou e dirigiu a gestão. Com apoio da massa. Mesmo quando cometer erros. E cometeu alguns. Se alguém não gostar, que pagar uma multa.

Confira uma análise completa e notas dos jogadores e de Vítor Pereira no empate em 0 a 0 com o Deportivo Cali.

Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL! É nóis não UOL!

Veja:

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