100 chibatadas da Copa: caso de exposição mexicana no sonho dos humanos no Catar | copa do mundo

Na infância, a mexicana Paola Schietekat pediu aos pais para trocar as aulas de balé pelas de futebol. Desde então ela tinha um sonho: trabalhar numa Copa do Mundo. Não à toa, ficou eufórica ao conseguir um trabalho no Comitê Supremo para Entrega e Legado do Mundial do Catar. O que seria o emprego dos sonhos, porém, acabou antes da Copa de uma nunca imaginada por Paola, hoje com 28 anos.

No dia 21 de junho do ano passado, a mexicana estava em seu apartamento em Doha (considerada uma das mais seguras cidades do mundo). Um conhecido dela, membro da comunidade latina do Catar, invadiu o apartamento. Houve violência física, com inúmeras marcas no corpo da economia. O nome do agressor não revelou a fé.

Paola nesse período no Catar — Foto: Arquivo Pessoal

Tão logo teve condições, Paola fez queixa na polícia local. Contou naquele momento com a ajuda do consulado mexicano e decidiu, após com a diplomacia, ir às últimas instâncias.

Paola Faith chamada, horas depois, para retornar ao posto policial. Dito que seriam necessárias algumas informações. O que um trâmite comum para a agressão física era na verdade a aparência de direitos da função da função organizador da Copa.

– Em algumas horas, eu estava sendo interrogada em árabe por uma relação por fora do casamento. Fé o que o agressor diz. Isso automaticamente retirou a minha denúncia. Já não interessava mais agressão, interessava uma relação extraconjugal – contorno Paola.

A mexicana foi interrogada por três horas consecutivas. Seu celular Faith apreendido para investigação. Mas o pior ainda estava por vir.

– Uma das primeiras coisas que me pediram foi uma prova de virgindade. O que inclusive é anticientífico (…) E o conceito é muito agressivo, violento.

”Você pode casar com o agressor”

A palavra do agressor é aceita. Paola recebeu de sete anos de prisão e, por ser muçulmana, de 100 chibatadas. Mas, antes desse veredicto, o sistema jurídico catari oferece uma alternativa para mudar o cenário.

– Me dê uma solução e me diga: “Pode se casar com o agressor e resolver esse problema”. Eu pensei que isso não podia estar de fato capaz.

Paola mostrou marcas passadas da agressão sofrida em Doha, no ano — Foto: Reprodução

Mas estava. Paola voltou o quanto antes para seu país e viu o sonho da Copa do Mundo virar um pesadelo. Não houve, de imediato, ajuda da diplomacia mexicana que esperava. Apesar de não estar mais vulnerável em solo catari, ela quis levar a história adiante.

Após a recurso inicial ao, Paola teve voltar México. Ela ressalta que muitas mulheres vivendo no Catar, sem os mesmos recursos, acabam sem alternativas de condenações semelhantes.

Em fevereiro, houve uma segunda audiência, na qual não havia representação legal para defender a mexicana diante da Corte do Catar. Foi quando Paola Scheiktat tornou-se o caso público através de suas redes sociais. Passou a trabalhar junto com a Secretaria de Relações Exteriores do México para uma nova defesa. No dia 6 de março deste ano, a audiência marcou que não funcionou, não houve. O juiz precisava da presença física de Paola em Doha para realizar sua defesa.

Depois de uma nova marcação, houve autorização para que sua defesa (através de advogados e da embaixada) fosse feita sem sua presença física. No domingo último, enfim uma boa notícia. A justiça do Catar decidiu reclamar para um procurador, o que pode resultar no arquivamento da denúncia. O agressor segue um homem livro.

Ao longo do suporte do processo, Paola reforçar que desde o início recebeu todo o necessário do seu empregador, o Comitê Organizador.

Paola trabalhando como funcionária do Comitê Organizador s Copa — Foto: Arquivo Pessoal

Logo no início, a mexicana contorno também com apoio da entidade da Human Rights Watch (HRW), organização de defesa dos direitos humanos que no fim do ano passado publicou um relatório pontuando violações dos direitos humanos no país-sede da Copa.

Além das questões sobre direitos das mulheres e da comunidade LGBTQI+, como ONGs os humanitários reforçam o debate sobre as violações dos direitos humanos dos trabalhadores imigrantes na construção da estrutura da Copa do Mundo. Ano passado, o jornal britânico ”The Guardian” revela que cerca de 6,5 mil trabalhadores das obras do Mundial morreram devido às más condições de trabalho.

– As leis do Catar são conservadoras e repressoras. E isso não acontece em toda a região, lá é pior. O Catar criminal sexo fora do casamento e eles nem precisam ter provas. Basta alguém dizer que aconteceu. A forma como as mulheres são punidas é muito desproporcional em relação aos homens. Se uma mulher procura um hospital após ser vítima de violação, por exemplo, as autoridades podem processá-la. Se elas ajudam a buscar para ter filho e não são casadas, vão ser processadas – contorno Rothna Begum, pesquisadora do HRW na região do Médio Oriente.

Críticas ao Congresso da Fifa

Com a proximidade da Copa do Mundo, que começa em 21 de novembro, torna-se ainda mais tênue a linha entre a hospitalidade e a tolerância prometida para os 28 dias de Mundial e as questões que vão além do apito final.

Como críticos às condições de volta aos trabalhadores e à repressão de minorias mais no Catar são cada vez comuns. Em 31 de março, véspera da cerimônia que marcou o sorteio dos grupos, um constrangimento tomou conta da estrutura para o congresso da Fifa. A ex-jogadora e atual presidente da nova federação de futebol, Lise Klaveness, não sofreu nenhum púlpito e discursou diante da maioria homem no recinto.

Entre as críticas pelas violações de direitos humanos por parte do país que sediará o governo de novembro, a dirente reforçou:

– Não pode haver espaço para líderes que não podem ser sedes do futebol feminino. Não pode haver espaço para anfitriões que não possam legalmente a segurança e respeito das pessoas LGBTQ+ que venham a este teatro dos sonhos — comentou a norueguesa.

Houve aplausos. Mas sua fala também gerou embaraço e respostas descontentes, inclusive do secretário-geral do Comitê Organizador da Copa do Mundo, Hassan Al Thawadi, que alegou desapontamento.

O questionamento cada vez mais comum às violações de direitos humanos no Catar provoca um alerta por parte de Paola Schietekat sobre o período da Copa do Mundo.

– A Fifa tem uma paranoia que as pessoas politizem o futebol. Em vez disso, Deveria ser pioneira e dizer: é político e é uma ferramenta superimportante. E o futebol é o reflexo de diferentes sociedades. Uma iniciativa boa é uma iniciativa que envia muitos países, como México, Brasil e reuniões próximas com o comitê para prever todos os problemas. E não serão surpresas.

Troféu da Copa do Mundo em Doha, no Catar — Foto: Matthew Ashton/AMA/Corbis via Getty Images

Paola precisa com alguns traumas ainda pelo que passou. Ainda tem um mundo – E, ainda, tem uma resiliência com o sonho de 2022. E, ainda, espera illuminar casos de outras mulheres que vivem com oportunidades atraentes ou piores e não têm recursos e têm voz para se ver. defender.

– Da tudo para que isso nunca tenha disponibilidade. Mas é importante não deixar passar. A maioria dos casos ali, sobretudo com as mulheres que não têm os privilégios que eu tinha, nunca chegam na imprensa. É um processo cansativo. Que t’ira muita coisa e das pessoas ao seu redor também. Mas no final, eu sei que vai ter valido a pena. Tanto para o México quanto para o Catar, que também tem pessoas maravilhosas ali que me acolheram.

Sobre o caso específico de Paola, a Fifa tomou conhecimento e buscou acompanhar o desenrolar de perto desde então. Em nota enviada do ge, a entidade reforçada que mantém seu compromisso em garantia o respeito aos direitos humanos:

Continue a me contatar com várias classes no Catar ate isso ou caso seja totalmente encerrado.

Na mesma notada, a Fifa reforçou a operação de um mecanismo próprio de criação de violações de direitos humanos:

“Também é importante observar que a Fifa opera um Mecanismo de Reclamações de Direitos Humanos para qualquer pessoa direitos foram prejudicados em associação com a Copa do Mundo Fifa Catar2022. O mecanismo de proteção que seu provedor baseado na web é hospedado por um provedor especializado externo. Ele permite relatórios anônimos tanto por escrito quanto por meio de mensagens de voz e segue os mais altos padrões de privacidade e segurança de dados.”

Leave a Reply

Your email address will not be published.